2º Turno das Eleições Peruanas: Fujimori e Sánchez Confirmam Disputa; O que Esperar?

Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputam segundo turno presidencial no Peru

Eleição acontece em meio a instabilidade política e desafios legais para os candidatos

No último domingo, a autoridade eleitoral do Peru confirmou que Keiko Fujimori e Roberto Sánchez se enfrentarão no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 7 de junho. Fujimori, representante da direita, obteve 17,1% dos votos no primeiro turno, enquanto Sánchez, da esquerda, ficou com 12%, de acordo com o Júri Nacional de Eleições (JNE).

A corrida eleitoral teve um primeiro turno marcado por imprevistos, incluindo atrasos na entrega de materiais em Lima, que levaram a prorrogações na votação em algumas áreas. A missão de observação da União Europeia (UE) destacou "graves deficiências" no processo, mas, ainda assim, concedeu a aprovação plena à eleição.

Cenário polarizado

A disputa entre Fujimori e Sánchez se desenha em um cenário polarizado, semelhante ao que ocorreu nas eleições de 2021, quando Keiko também foi candidata. Esta é a quarta vez que a filha do ex-presidente Alberto Fujimori tenta alcançar o cargo máximo do Peru.

Em contrapartida, Roberto Sánchez, de 57 anos e ex-ministro do presidente destituído Pedro Castillo, enfrenta sua primeira campanha presidencial, mas não sem polêmicas. O Ministério Público solicitou sua prisão de cinco anos e quatro meses sob a acusação de ter apresentado declarações falsas ao organismo eleitoral sobre doações em campanhas passadas, entre 2018 e 2020.

Instabilidade política acentuada

A disputa ocorre em um contexto de grave instabilidade política no Peru, que já teve oito presidentes desde 2016, muitos dos quais foram destituídos ou renunciaram em meio a escândalos de corrupção. Além disso, a segurança pública se tornou uma preocupação crescente, com o aumento do crime organizado no país.

O que está em jogo não é apenas a presidência, mas também a chance de restabelecer a confiança da população em suas instituições e enfrentar os graves problemas que o Peru atualmente enfrenta.

Fonte: www.folhape.com.br