Europa Preenche Lacunas nas Forças da OTAN em Face de Reduções dos EUA
Aliados europeus assumem a responsabilidade de defender a aliança enquanto os Estados Unidos cortam suas contribuições.
Em um momento crucial para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o comandante supremo da aliança, General Alexus Grynkewich, anunciou que os aliados europeus já estão compensando as lacunas deixadas pelos Estados Unidos em seus planos de defesa. A declaração foi feita na última quinta-feira e destaca o esforço conjunto em resposta a cortes recentes por parte dos EUA.
Reduções nos Recursos Norte-Americanos
O governo dos EUA informou aos aliados em maio que reduzirá as capacidades militares alocadas à OTAN. Esse movimento, segundo Grynkewich, visa diminuir uma "dependência pouco saudável" das forças norte-americanas, especialmente com a possibilidade de conflitos simultâneos em diversas regiões.
Com a cúpula da OTAN marcada para os dias 7 e 8 de julho em Ancara, líderes europeus se preparam para discutir as consequências dessa nova realidade. Embora as contribuições dos aliados estejam aumentando, ainda existem áreas que necessitam de soluções alternativas.
Lacunas a Serem Preenchidas
Relatos indicam que a OTAN deverá anunciar na cúpula que os países europeus já preencheram quase todas as lacunas deixadas pelos Estados Unidos. No entanto, um dos principais desafios ainda é a falta de bombardeiros estratégicos, onde os EUA se comprometeram a fornecer apenas uma aeronave em vez de duas.
Impacto das Reduções
Embora não haja confirmação oficial sobre os detalhes das reduções, fontes militares afirmam que as mudanças abrangem desde aviões de combate até drones e embarcações. O número de caças F-15 e F-15E da OTAN deve cair em um terço, passando a contar com apenas 99 unidades. Já a quantidade de drones MQ-4 e MQ-9 Reaper será reduzida pela metade, totalizando 12.
As aeronaves de reabastecimento também sofrerão cortes, passando de 79 para 63. Além disso, os compromissos com submarinos lançadores de mísseis de cruzeiro serão diminuídos, assim como a presença de destróieres, que cairá de 17 para 9.
Diante desse cenário, alguns países europeus expressam preocupação com a possibilidade de que a administração americana siga o desejo do ex-presidente Donald Trump de retirar seu apoio militar, o que poderia causar um desmantelamento significativo da aliança.
Fonte: www.defensenews.com






