Chiquinho Brazão Enfrenta Ação Judicial por Corrupção: Novos Detalhes do Caso Marielle

Operação da Polícia Federal Investiga Desvios de Verbas com Envolvimento de Chiquinho Brazão

Deputado cassado, condenado pelo assassinato de Marielle Franco, é um dos alvos da Operação Emendatio no Rio de Janeiro.

Nesta quinta-feira (9), a Polícia Federal deflagrou a Operação Emendatio, que mira o deputado cassado Chiquinho Brazão, envolvido em um esquema de desvio de verbas parlamentares. As ações ocorreram no Rio de Janeiro e contaram com a participação de 60 agentes.

Mandados de Prisão e Apreensão

A operação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão. Um dos presos é Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor de Domingos Brazão, irmão de Chiquinho. Outro detido é Robson Calixto Fonseca, ambos já condenados pelo caso da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018.

Os mandados foram emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que continua a investigar o caso de Chiquinho Brazão mesmo após sua cassação, ocorrida em abril de 2025, devido ao seu envolvimento no assassinato da vereadora.

Desvio de Verbas em Emendas Parlamentares

A investigação revela que recursos de emendas parlamentares federais eram direcionados a organizações da sociedade civil (OSCs) no Rio de Janeiro. Parte desses fundos teria sido desviada por meio de pagamentos indevidos e utilização de empresas de fachada.

A Polícia Federal informou que há suspeitas de superfaturamento, conluio entre as empresas e falhas na execução dos contratos. O objetivo da operação é coletar provas, identificar mais envolvidos e recuperar bens relacionados ao esquema criminoso.

Implicações Legais Severas

A operação investiga crimes como peculato, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. O STF também autorizou o bloqueio patrimonial de até R$ 100 milhões dos envolvidos.

Caso Marielle Franco

Chiquinho e seus irmãos foram condenados em fevereiro deste ano a 76 anos de prisão pelo assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime, que chocou o país, ocorreu em 14 de março de 2018. A assessora de Marielle, Fernanda Chaves, sobreviveu ao ataque.

O caso ainda envolve outros réus, incluindo um delegado e um ex-policial militar, que foram condenados por sua participação em obstrução da justiça e em homicídios qualificados.

A defesa de Chiquinho Brazão foi contatada pela Agência Brasil, mas não se pronunciou sobre a operação.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br