EUA Enfrentam Escassez de Mísseis Precisos Após Conflito com o Irã
Uso intensivo de munições levanta preocupações sobre a prontidão militar americana para futuros conflitos.
O Exército dos Estados Unidos está experimentando uma significativa redução em suas reservas de mísseis de longo alcance, crucial para sua capacidade de ataque preciso, após meses de operações militares no Irã. Fontes que preferiram não se identificar revelaram que as forças americanas têm enfrentado desafios em sua preparação para possíveis futuros conflitos, como os que poderiam ocorrer com adversários como Rússia e China.
Munições em Uso e Impacto no Conflito
Os mísseis em questão incluem os sistemas de mísseis táticos do Exército (ATACMS) e os mísseis de precisão (PrSM), utilizados em sua maioria em ataques aéreos. Segundo as informações, praticamente todas as unidades desses mísseis foram empregadas durante a guerra, o que levanta preocupações sobre a capacidade dos EUA de manter operações efetivas em outras frentes de combate.
Esses mísseis de longo alcance têm um papel central na estratégia militar, permitindo ataques com precisão a partir de distâncias seguras. Os ATACMS já mostraram sua eficácia na guerra da Ucrânia, onde possibilitaram ataques a alvos dentro do território russo.
Preocupações e Respostas do Governo
As preocupações sobre a escassez de munições foram exacerbadas pela contínua duração do embate no Irã, que começou em fevereiro sob a administração do presidente Donald Trump. Inicialmente, o conflito era visto como de curta duração, mas à medida que se prolonga, a redução de mísseis disponíveis pode impactar a capacidade dos EUA de dissuadir adversários.
Embora o Comando Central dos EUA tenha quase esgotado suas reservas de mísseis terrestres antes do início da guerra, algumas fontes afirmam que o país conseguiu reabastecer seus estoques a partir de suprimentos militares armazenados globalmente.
Em resposta a questões sobre os níveis de munições, o governo afirmou que os EUA possuem "muito mais munições do que qualquer outro país do mundo". Trump mencionou a produção recorde de armamentos, mas analistas advertem que o volume atual pode não ser suficiente para sustentar um conflito prolongado.
A Decisão de Ataques e Consequências
Recursos recentes sugerem que a administração Trump tem optado por evitar métodos de ataque mais arriscados, como bombardeios realizados por aeronaves tripuladas, favorecendo o uso de mísseis de longo alcance. Isso é visto como uma maneira de evitar altas baixas e aumentar a eficacia contra adversários com defesas aéreas robustas, especialmente em um contexto de possível conflito com a China.
Além disso, um relatório do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) destacou que, entre fevereiro e julho, aproximadamente 65% dos interceptores Patriot, utilizados para defesa contra mísseis, foram empregados, colocando em risco a capacidade defensiva dos Estados Unidos.
Enquanto a situação no Oriente Médio se intensifica, a falta de uma declaração formal de guerra ou autorização do Congresso para as hostilidades levanta questões sobre os limites da autoridade presidencial. A pressão de estados do Golfo pode ter influenciado a decisão de não intensificar os ataques ao Irã.
Produção em Aumento e Reabastecimento nos Estoques
Para lidar com a demanda crescente por mísseis, a indústria militar americana está se adaptando. A Raytheon, por exemplo, anunciou um acordo preliminar com o Pentágono para aumentar a produção de mísseis Tomahawk, ao lado de outras munições, em um esforço para reconstruir os estoques necessários para manter a superioridade militar dos EUA.
À medida que as tensões globais aumentam, a capacidade dos Estados Unidos de realizar operações efetivas pode depender cada vez mais da rapidez com que conseguem restaurar essas reservas de munições críticas.
Fonte: www.defensenews.com







