Sequência de Acidentes com Helicópteros no Rio: O Que Dizem os Especialistas sobre Fiscalização e Controle?

Queda de Helicóptero Turístico no Rio de Janeiro Deixa Quatro Mortos

Acidente na Vista Chinesa levanta novas preocupações sobre a segurança dos voos panorâmicos na região.

Um trágico acidente aéreo ocorrido na manhã deste sábado (8) na Vista Chinesa, Zona Sul do Rio de Janeiro, resultou na morte de quatro pessoas, incluindo o piloto e três turistas colombianas. Este evento marca o quinto acidente com vítimas fatais no estado nos últimos doze meses, acendendo novamente o alerta sobre a segurança na aviação.

O Acidente e suas Vítimas

O helicóptero, um Robinson 44, de operação privada e certificado até 2027, decolou do Aeroporto de Jacarepaguá. Após a queda, as chamas foram combatidas por equipes do Corpo de Bombeiros. As vítimas são o piloto Alessandro Rocha, de 20 anos de experiência, e as turistas Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique. Elas estavam no Brasil para comemorar o aniversário de 15 anos de uma das sobrinhas, e contrataram um passeio turístico no valor de R$ 4,4 mil.

Preocupações com a Segurança Aérea

Gerardo Portela, engenheiro e especialista em Gerenciamento de Riscos e Segurança pela UFRJ, expressou preocupação com a frequência e a gravidade dos acidentes. Ele sugere que a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) deve reavaliar a fiscalização dos voos de helicópteros na região, especialmente considerando o aumento do tráfego aéreo.

“Embora o Robinson 44 seja considerado seguro, seu único motor a pistão torna a aeronave suscetível a falhas. A supervisão da manutenção e da capacitação dos pilotos é crucial”, afirma Portela.

Reação das Autoridades

O prefeito Eduardo Cavaliere visitou o local do acidente e solicitou à ANAC uma postura imediata sobre os voos panorâmicos. Ele mencionou a possibilidade de suspender essas atividades temporariamente enquanto uma fiscalização mais rigorosa é realizada.

A ANAC informou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) conduzirá a investigação do acidente e está em contato com a prefeitura para uma ação conjunta.

Manifesto da Associação de Helicópteros

Em resposta ao acidente, a Associação dos Operadores Turísticos de Helicópteros do Rio (Aotherj) declarou que não é responsável por investigar ou fiscalizar os procedimentos de segurança das empresas associadas, mas se colocou à disposição para colaborar nas investigações. A entidade enfatizou seu compromisso com a mitigação dos impactos sonoros das operações aéreas.

O acidente mais recente não só pode afetar o turismo na cidade, mas também levanta questões essenciais sobre a segurança na aviação turística, aguardando um posicionamento firme das autoridades competentes.

Fonte: www.folhape.com.br