EUA Lançam Nova Força-Tarefa de Drones para Fortalecer a Defesa no Oriente Médio
Task Force Falcon Strike visa integrar drones de ataque em um esforço multinacional e multi-domain
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) anunciou a criação da Task Force Falcon Strike, uma nova unidade dedicada ao uso de drones de ataque. A iniciativa busca aprimorar a integração de sistemas não tripulados em operações militares, com foco na colaboração entre os EUA e seus aliados na região.
Objetivo da Nova Força-Tarefa
De acordo com um comunicado oficial, a Falcon Strike utilizará drones de ataque unidirecionais, que serão operados por equipe militar dos EUA e parceiros regionais. Essa força-tarefa expande os esforços já iniciados pela Task Force Scorpion Strike, lançada em dezembro de 2025, que foi responsável pela primeira operação de lançamento de drones a partir de um navio da Marinha dos EUA.
O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, destacou que a nova força-tarefa irá construir sobre os sucessos da Scorpion Strike, enfatizando a importância da inovação entre os aliados na região. "Integrar e implantar nossas novas capacidades juntos nos ajudará a explorar rapidamente novas possibilidades que estão surgindo", afirmou.
Histórico e Operações Anteriores
A Scorpion Strike já demonstrou sua eficácia ao lançar drones em operações como a Epic Fury e ataques a instalações portuárias iranianas. A nova força-tarefa busca intensificar esses esforços, combinando capacidades aéreas, marítimas e terrestres para criar uma dissuasão consolidada e multinacional.
Parcerias Regionais e Futuro da Força-Tarefa
O CENTCOM começou a convidar formalmente parceiros regionais para se juntarem à Falcon Strike. Embora o comunicado não tenha revelado quais países participarão, a expectativa é de que essa unidade fortaleça as parcerias existentes. "Temos muitas parcerias fortes na região. Somos coletivamente mais fortes quando integramos e implantamos novas capacidades juntos", acrescentou Cooper.
A liderança da Falcon Strike estará sob a responsabilidade do Comando de Operações Especiais dos EUA, baseado na Flórida. A necessidade de desenvolver novas tecnologias anti-drone se destaca em um contexto onde o estoque de munitões dos EUA foi reduzido devido ao conflito em andamento com o Irã.
A criação da Task Force Falcon Strike é uma resposta não apenas ao aumento das tensões na região, mas também uma tentativa de adaptar as operações dos EUA às novas dinâmicas de combate.
Fonte: www.defensenews.com








