Familiares de Presos na Venezuela Protestam: Libertações ‘a Conta-Gotas’ Geram Revolta e Insegurança

Famílias de Presos Políticos Protestam em Caracas por Liberdade Imediata

Movimento surge após anúncio de libertação de 131 detidos, mas apenas uma fração foi solta.

Na manhã desta segunda-feira (24), familiares de presos políticos se reuniram em Caracas, Venezuela, para protestar contra a lentidão das libertações prometidas pelo governo local. A manifestação ocorreu no centro da cidade e reuniu dezenas de pessoas, exigindo uma ação mais rápida e transparente em relação aos detidos.

Em 14 de outubro, a presidente encarregada Delcy Rodríguez anunciou a libertação de 131 presos políticos, parte de uma anistia planejada desde fevereiro. Entretanto, até o momento, apenas uma fração desse número foi efetivamente solta, gerando indignação entre os familiares.

"Disseram que iriam libertar 131, mas isso não aconteceu. Exigimos que publiquem a lista dos presos que serão libertados e a liberdade imediata de todos os detidos", afirmou Mayra Morales durante o protesto.

Libertações a Conta-Gotas

A ONG Foro Penal reporta que, até a semana passada, apenas 81 presos haviam sido libertados. Para muitos manifestantes, a lentidão das liberações e a falta de comunicação clara do governo são questões preocupantes.

"Está muito lento e não é transparente. Falam de números que não correspondem à realidade", declarou María Vásquez, que espera a soltura de seu irmão. O governo, por sua vez, afirma que desde a captura do presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, 1.046 presos políticos foram liberados.

Caminhada até o Ministério do Interior

O grupo de manifestantes marchou em direção ao Ministério do Interior, onde alegou que o ministro Diosdado Cabello estaria bloqueando as libertações. Apesar da manifestação pacífica, uma barreira de policiais e cercas metálicas impediu a passagem do grupo.

Durante o ato, familiares entregaram um documento ao Ministério Público pedindo a liberdade de aproximadamente 300 presos políticos. A Foro Penal também destacou que ainda há 391 indivíduos aguardando a libertação.

O clima de ansiedade e esperança entre os familiares ressalta a urgência da situação e a necessidade de respostas concretas do governo venezuelano.

Fonte: www.folhape.com.br