Reino Unido Fornece Detalhes Cruciais para Produção de Mísseis à Ucrânia
Transferência de tecnologia pode impulsionar a capacidade militar do país em meio à guerra em curso.
O Reino Unido autorizou a transferência de projetos confidenciais de componentes dos mísseis de cruzeiro SCALP para a Ucrânia, permitindo que o país desenvolva essa tecnologia de forma autônoma. Esta iniciativa foi anunciada pelo novo Primeiro-Ministro britânico, Andy Burnham, durante sua primeira visita a Kyiv.
Um passo estratégico
A França já havia oferecido uma licença de produção para a variante franco-britânica do míssil, conhecida como Storm Shadow, em julho. O acordo reforça a estreita cooperação militar entre Reino Unido e Ucrânia, que formalizou um acordo de parceria bilateral de 100 anos em 2025.
Desafios na produção
Apesar do avanço significativo representado pela transferência dos projetos, especialistas indicam que a Ucrânia enfrentará dificuldades para produzir em larga escala os mísseis Storm Shadow no curto prazo. O país carece de equipamentos de fabricação especializados e enfrenta a realidade complicada de estar em guerra.
Colaboração em produção
França e Ucrânia estão tentando estabelecer uma linha de produção conjunta do SCALP, mas o progresso tem sido lento devido à falta de autorização para os componentes britânicos. O governo britânico defendeu a decisão como parte do "Projeto Brakestop", uma iniciativa para desenvolver rapidamente armas de longo alcance que sejam eficazes e acessíveis para a Ucrânia.
Reações da Rússia
A resposta de Moscovo foi negativa. Andrei Fedorov, ex-representante do governo russo, alertou que o Reino Unido pode enfrentar retaliação "semi-militar" por parte de fontes desconhecidas. A situação é delicada, especialmente com a campanha ucraniana de ataques profundos, que invadem o espaço público e político russo, em um contexto próximo às eleições na Rússia.
Histórico de fornecimentos militares
Desde maio de 2023, o Reino Unido foi o primeiro país a fornecer mísseis de longo alcance à Ucrânia, inicialmente sob a condição de que não fossem usados em território russo. A França também seguiu essa linha, enquanto os Estados Unidos, por sua vez, começaram a enviar mísseis ATACMS com restrições semelhantes.
A dinâmica mudou significativamente em 2024, quando o governo Biden autorizou o uso de lançadores HIMARS com alvos na Rússia, permitindo uma escalada nos ataques ucranianos. Em 2025, a Alemanha e outras nações ocidentais levantaram restrições sobre ataques profundos, fortalecendo a capacidade militar da Ucrânia.
Avanços na capacidade de combate
Paralelamente, a Ucrânia tem desenvolvido seus próprios mísseis de ataque profundo, como o FP-5 "Flamingo", e testou novos sistemas balísticos, destacando a capacidade de atingir alvos a uma curta distância de Moscovo.
Com essas novas diretrizes e tecnologias, a Ucrânia busca não apenas resistência, mas um avanço significativo em seus esforços de defesa, em meio a um cenário geopolítico em constante evolução.
Fonte: www.defensenews.com







