Boeing Recebe Contrato Milionário da Força Aérea dos EUA para F-15 até 2037
Acordo garante produção e modernização de caças, com investimento previsto de até US$ 131 bilhões.
A Força Aérea dos Estados Unidos concedeu à Boeing um contrato exclusivo que pode chegar a US$ 131,23 bilhões para a produção, modernização e manutenção dos caças F-15, atendendo tanto ao mercado interno quanto a clientes internacionais, com validade até 2037.
Detalhes do Contrato
Intitulado F-15 Eagle Crest, o contrato, assinado em 24 de agosto, permite que a Força Aérea faça pedidos contínuos ao longo do tempo, em vez de adquirir um número fixo de aeronaves no momento da assinatura. O acordo permite ordens até 24 de agosto de 2031, com opção de prorrogação até 2036. Esse modelo abrange nova produção, atualizações, retrofits, sustentação e suporte em depósitos, atendendo à Força Aérea, à Guarda Nacional Aérea e a compradores internacionais.
Além disso, o contrato prevê o fortalecimento da manutenção em depósitos, permitindo que esses locais executem manutenções pesadas de forma independente, sem depender exclusivamente da Boeing. A empresa será responsável por essa implementação em St. Louis, enquanto o Centro de Gestão do Ciclo de Vida da Força Aérea, localizado na Base da Força Aérea Wright-Patterson, em Ohio, será o responsável pela contratação.
Investimentos e Consequências
Embora o valor total do contrato seja expressivo, a quantia de US$ 131,23 bilhões é um teto, e não um compromisso definitivo de gasto, com apenas US$ 343.740 alocados para pesquisa, desenvolvimento, teste e avaliação no ano fiscal de 2026. Até agora, não houve ordens específicas para aquisição de caças.
Para comparação, um contrato de 10 anos, avaliado em US$ 62 bilhões, foi concedido à Lockheed Martin em agosto de 2020, no qual foram encomendados 90 novos F-16 no mesmo dia da assinatura.
Vendas Internacionais e Impacto no Mercado
O contrato com a Boeing também contempla vendas militares para países como Japão, Israel, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Cingapura, Indonésia e Polônia, embora a Indonésia e a Polônia não operem atualmente o F-15.
Israel já está adquirindo os caças F-15 da linha de produção em St. Louis. Segundo o relatório de Aquisição Modernizada do F-15EX, divulgado com o orçamento fiscal de 2027, um acordo de 29 de dezembro de 2025 garantiu a compra de 25 aeronaves F-15IA, com opção para mais 25, totalizando US$ 8,58 bilhões. Essa compra é apontada como um fator que estabiliza a cadeia de suprimentos e prolonga a vida útil da produção do F-15EX.
Desafios à Vista
De acordo com o mesmo relatório, a compra do F-15EX nos EUA aumentou para 268 aeronaves até 2031, um número bem acima do previsto anteriormente, o que exigirá atualizações no radar, computador de missão, sistema de guerra eletrônica e motores.
Além disso, o programa deve enfrentar um atraso na data de alcance da capacidade operacional total, prevista para julho de 2027, devido a uma greve de 15 semanas na fábrica da Boeing. Medidas de mitigação estão sendo avaliadas, incluindo uma possível reavaliação dos critérios para medir esse marco.
Com esse cenário, a expectativa é que a Boeing não apenas mantenha sua posição de destaque no fornecimento de caças, mas também enfrente desafios significativos na produção e entrega dos novos modelos.
Fonte: www.defensenews.com








