Como o Novo Acordo Potencializa a Participação dos EUA nas Riquezas de Petróleo da Venezuela

EUA Anunciam Acordo Bilionário para Controle de Petróleo na Venezuela

Donald Trump destaca pacto como um marco histórico em relação às reservas petrolíferas venezuelanas

Na última sexta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou um acordo que atribui ao seu país o controle maioritário de 65 bilhões de barris das reservas provadas de petróleo da Venezuela, ressaltando que essa é a "maior negociação petrolífera da história".

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, informou que o acordo pode trazer cerca de US$ 100 bilhões em investimentos privados para a Venezuela, em um momento de intensa pressão política sobre o governo do país sul-americano, especialmente desde a destituição de Nicolás Maduro em janeiro passado. A vice-presidente Delcy Rodríguez, que atualmente lidera o país, opera sob a influência de Washington.

Impactos no Setor Petrolífero e na Economia

Trump afirmou que o pacto permitirá uma duplicação considerável das reservas de petróleo dos EUA, que já possuem a maior quantidade de reservas do mundo. Delcy Rodríguez também confirmou a assinatura do acordo, descrevendo-o como “histórico” e mencionando que o projeto envolve o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, prevendo investimento significativo e uma expressiva arrecadação fiscal.

O entendimento entre os países foi mediado por Rubio e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em colaboração com diversas empresas privadas. Trump anunciou em sua rede social que essa transação fortalecerá a relação já crescente entre os dois países.

Rubio declarou que a política externa assertiva de Trump tem garantido "reservas estáveis e petróleo a baixo custo" para o hemisfério, fator que promete impactos diretos na redução dos preços da gasolina nos Estados Unidos.

Consequências para o Mercado de Combustíveis

Com o índice de aprovação de seu governo em declínio, Trump afirmou que o acordo será crucial para a diminuição dos preços dos combustíveis americanos, especialmente em um contexto de conflito no Irã que vêm afetando o fornecimento global de petróleo.

Recentemente, o site de notícias Axios apontou que as negociações entre os dois países envolviam cerca de uma dúzia de campos produtivos e que empresas privadas americanas que ganharem participação acionária desenvolverão os espaços, gerando uma significativa receita devolvida à Venezuela.

Contudo, a implementação do acordo pode ser desafiadora. Muitas empresas americanas ainda hesitam em investir na Venezuela, temendo a deterioração da infraestrutura e o histórico de expropriações de ativos.

A Chevron, única petroleira dos Estados Unidos que manteve operações na Venezuela após a queda de Maduro, já aumentou sua produção para 280 mil barris diários, com planos de expandir esse volume em 50% até 2028.

O desdobramento desse acordo pode transformar o cenário econômico da Venezuela e também ter importantes repercussões no mercado de energia global.

Fonte: www.folhape.com.br