Marinha dos EUA Anuncia Especificações para Novos Drones de Combate Baseados em Porta-Aviões
Objetivo é desenvolver aeronaves autônomas que integrem a frota e operem em ambientes de combate desafiadores.
A Marinha dos Estados Unidos revelou, nesta semana, novas especificações para seus futuros Drones de Combate Colaborativos (CCA), que serão utilizados em porta-aviões. Embora detalhes sobre o raio de combate ainda não tenham sido divulgados, a solicitação de informações publicada em 31 de agosto estabelece que esses drones deverão suportar até 5 toneladas em armamentos, com custo máximo de US$ 30 milhões por unidade.
Prazo Para Respostas
As propostas de possíveis contratantes devem ser enviadas até 18 de setembro. A Marinha solicita que os candidatos apresentem o máximo de raio de combate que os drones possam alcançar, incluindo a carga de armas e uma reserva de combustível para um retorno seguro.
Capacidades e Prototipagem
Os projetos dos drones de combate devem ser capazes de transportar até quatro armamentos de 1.134 kg cada, externamente, durante seus voos. A Marinha planeja desenvolver dois protótipos que precisam obter qualificações para operações em terra e em porta-aviões nos próximos três anos. Esses protótipos visam demonstrações de capacidade ampliada e integração com a infraestrutura de porta-aviões nucleares existentes.
Risco e Autonomia
O projeto CCA tem como objetivo criar um drone respeitável em combate autônomo que possa colaborar com aeronaves tripuladas em missões em espaços aéreos cada vez mais perigosos para pilotos humanos. Dessa forma, a Marinha busca mitigar perdas tradicionais de armamentos, que podem atrasar a reposição de plataformas tripuladas e embarcações de combate.
Especificações Adicionais e Compatibilidade
A solicitação de informações enfatiza que o ideal seria um drone que possa realizar missões com um ou múltiplos aparelhos. Nomes renomados na indústria de defesa, como Anduril e General Atomics, já apresentaram conceitos similares a versões menores de caças stealth. A Marinha espera que o CCA opere sem a necessidade de grandes alterações nas operações existentes de porta-aviões.
Os drones deverão ser compatíveis com as classes Ford e Nimitz, realizando decolagens e pousos sem dificuldade, mesmo em condições de até 4 metros de altura de ondas. O controle das aeronaves ficará a cargo do sistema MD-5, que já é utilizado para operar o MQ-25 Stingray.
Considerações Finais sobre Custo e Suporte
Atualmente, o custo estimado para cada drone vem se elevando. Em 2024, foi proposto que o custo ideal fosse de aproximadamente US$ 15 milhões, já que as aeronaves devem ser vistas como descartáveis. Contudo, a nova solicitação enfatiza a necessidade de um plano de produção que atenda ao objetivo de redução de custos para alcançar os US$ 30 milhões.
Com isso, a Marinha dos EUA busca não apenas modernizar suas operações, mas também enfrentar desafios no ambiente de combate atual, onde a integração de tecnologias inovadoras é essencial para a segurança e eficácia das operações navais.
Fonte: www.defensenews.com








