Alarmante Aumento: Assassinatos de Ativistas Ambientais Dobram no Brasil em 2025 – Descubra os Detalhes!

Brasil registra aumento alarmante de assassinatos de defensores do meio ambiente

Relatório da Global Witness aponta que o país é o segundo mais perigoso do mundo para ativistas ambientais, após a Colômbia.

O Brasil se destacou negativamente em um relatório da ONG Global Witness, que revelou que o número de assassinatos de defensores do meio ambiente dobrou em 2025. O país ocupa a segunda posição no ranking global, atrás apenas da Colômbia, sendo responsável por 26 das 124 mortes registradas em todo o mundo.

Conflito por terras como a principal causa

As mortes no Brasil estão ligadas, principalmente, a disputas por terras, uma questão histórica entre comunidades indígenas e grandes proprietários rurais. Os estados de Rondônia e Pará são os mais afetados, onde a violência tem se intensificado.

Carlos Lima, representante da Comissão Pastoral da Terra, alertou para a impunidade: "Pode-se matar as pessoas, porque há certeza de que ficará impune. É quase uma licença para matar." O relatório da Global Witness também critica a aplicação desigual dos direitos territoriais no Brasil, especialmente em um contexto onde o país sedia eventos internacionais como a COP30.

Perfil das vítimas e o papel do crime organizado

Na América Latina, que é a região mais letal para ativistas ambientais, a maioria das vítimas é composta por indígenas (36%) e agricultores (40%), particularmente aqueles em áreas remotas com pouca presença estatal. A violência enfrentada por esses defensores é exacerbada pelo aumento do poder do crime organizado, que alimenta um clima de corrupção e impunidade.

Os interesses de empresas extrativistas, que buscam explorar recursos naturais em ecossistemas vulneráveis, também são apontados como motivadores de muitos dos ataques contra defensores do meio ambiente.

A realidade na Colômbia e a situação global

A Colômbia permanece como o país mais violento para ativistas pelo quarto ano consecutivo. Em 2025, ocorreram 39 assassinatos, a maioria ligada a conflitos de terras, uma diminuição em relação aos 48 casos do ano anterior. Astrid Torres, da organização Somos Defensores, destacou que muitos ativistas se calaram como uma estratégia de sobrevivência: "O silêncio foi uma estratégia para proteger sua vida."

Além da América Latina, a Ásia também contribuiu com 12% dos assassinatos, sendo as Filipinas o país mais afetado na região, onde programas de combate à insurgência e atividades extrativistas intensificaram a violência contra ambientalistas.

Subnotificação dos crimes

Ainda que o relatório indique uma redução nos assassinatos de defensores do meio ambiente desde 2023, a Global Witness alerta que esses números podem estar subestimados, uma vez que muitos casos não são reportados. Isso ocorre em contextos de grave conflito armado e genocídio, apontando para uma realidade ainda mais preocupante do que os números oficiais sugerem.

Fonte: www.folhape.com.br