Relatório Recomenda: US Navy Deve Priorizar Porta-Aviões na Estratégia Contra a China

EUA Planejam Estratégias para Atacar Porta-aviões Chineses

Relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais sugere que os EUA devem adotar medidas ofensivas em vez de defensivas em relação à crescente frota de porta-aviões da China.

O crescente poderio naval da China, com foco na construção de porta-aviões, está gerando preocupações nos Estados Unidos, que agora cogitam reverter a estratégia de defesa e focar na ofensiva. Um recente relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) sugere que a marinha americana deve adotar táticas para neutralizar a ameaça dos porta-aviões chineses, que representam uma vulnerabilidade estratégica que pode ser explorada.

A Estratégia Chinesa e a Resposta Americana

Nos últimos anos, a China tem investido massivamente na construção de uma frota de porta-aviões, mesmo criando um modelo em tamanho real de um porta-aviões americano no deserto de Taklamakan. Este movimento é visto não apenas como uma questão militar, mas também como uma questão de prestígio nacional. Os porta-aviões se tornaram símbolos de poder e, assim como a perda de um porta-aviões da classe Ford dos EUA seria uma humilhação, a perda de um porta-aviões da classe Fujian poderia ser devastadora para Pequim.

O relatório do CSIS propõe que, em vez de tratar os porta-aviões americanos como plataformas vulneráveis, os EUA e seus aliados devem passar a ser os "caçadores" nesta disputa de poder no Pacífico.

Implementação de Novas Táticas

Entre as táticas sugeridas, está o uso de submarinos tripulados e não tripulados para emboscar os porta-aviões chineses. A ideia é criar um "cinturão de emboscada" que aumentaria os riscos associados à movimentação de porta-aviões chineses. O relatório sugere que isso exigiria a construção de mais submarinos e a atualização da estratégia de defesa dos EUA.

Além disso, a CSIS recomenda o uso de mísseis antinavio lançados de bases aliadas no Pacífico, como no Japão e nas Filipinas, para interceder em rotas que os porta-aviões chineses necessitam passar. A ideia é tornar o uso desses navios uma operação extremamente arriscada.

Desafios e Perspectivas Finais

Os desafios são significativos. O CSIS levanta questões sobre se os estaleiros americanos podem atender à demanda por uma maior produção de submarinos de ataque nuclear necessários para essa nova estratégia. A proposta inclui também aumentar a quantidade de drones submarinos e torpedos, bem como criar uma força naval mais equilibrada entre navios tripulados e não tripulados.

Embora os porta-aviões dos EUA não sejam invulneráveis, o estudo argumenta que eles não são tão suscetíveis quanto muitos analistas sugerem. O relatório enfatiza que os porta-aviões chineses, assim como os americanos, também são alvos de alto valor e difíceis de repor, o que coloca a luta pelo domínio naval em um novo contexto.

A análise termina apontando que a percepção pública e política sobre a perda de porta-aviões poderia tornar o Partido Comunista Chinês mais avesso ao risco, dado o investimento político significativo feito em sua frota de porta-aviões.

Como a marinha americana aborda essa questão complexa pode ter repercussões significativas na dinâmica de segurança do Pacífico nos próximos anos.

Fonte: www.defensenews.com