Pentagon Não Revela Respostas de Empresas à Solicitação de Aceleração na Produção de Armas
Liderança do Departamento de Defesa deu prazo para apresentação de propostas, mas ainda não divulga quantas empresas responderam.
Vinte e seis dias após o prazo estabelecido pelo Pentágono para que empresas de defesa apresentassem planos de produção de armas mais rápidas, o Departamento de Defesa dos EUA ainda não divulgou detalhes sobre quantas companhias se manifestaram ou quais cronogramas de produção foram oferecidos.
No dia 5 de agosto, o vice-secretário de Defesa, Steve Feinberg, estabeleceu até 26 de agosto como data limite para que os líderes da indústria entregassem propostas com cronogramas de entrega mais agressivos e aumentos na produção de capacidades críticas. O objetivo é melhorar a prontidão das forças armadas, especialmente em face da pressão sobre os estoques de mísseis interceptores e munições precisas em decorrência do uso de armamentos durante a guerra no Irã.
Produção e Estoques Críticos em Queda
Feinberg instruiu as empresas a identificarem maneiras de acelerar a produção e a entrega, propondo investimentos em capital e expansões de instalações. Entre os programas críticos listados no memorando, 16 foram destacados para produção acelerada ou aumento de compras.
Um estudo do Center for Strategic and International Studies (CSIS) revelou que os estoques de interceptores Patriot caíram de aproximadamente 2.330 antes do conflito para entre 759 a 827 no final de julho. Além disso, as reservas de interceptores THAAD caíram de 452 para um intervalo de 234 a 278. A análise sugere que os prazos de produção para interceptores PAC-3 MSE são de cerca de 42 meses, e 53 meses para THAAD.
Até o momento, o Pentágono não respondeu a perguntas sobre as respostas das empresas ou se algumas propostas foram aceitas ou financiadas. A General Dynamics se absteve de comentar sobre as comunicações com o departamento, enquanto a Lockheed Martin afirmou que está em diálogo contínuo com o governo, buscando atender às demandas do departamento.
Investimentos em Expansão de Produção
Na última quinta-feira, a Lockheed Martin anunciou que recebeu componentes para a produção dos sistemas PAC-3 MSE, apenas 22 dias após a assinatura de um contrato. A empresa também revelou um investimento previsto de 8 a 9 bilhões de dólares para expandir sua capacidade de produção de munições, com a expectativa de aumentar o espaço de armazenamento e produção em quase 50%.
As iniciativas do Pentágono para acelerar a produção de armamentos já estavam em andamento antes do pedido de Feinberg. Em 27 de julho, o departamento anunciou acordos de sete anos para aumentar a produção de componentes de propulsão para interceptores PAC-3 MSE e THAAD. Esses acordos visam, respectivamente, triplicar e quadruplicar a produção de componentes essenciais.
Entre as novidades, dois novos acordos com Boeing e RTX, anunciados em 14 de agosto, pretendem incrementar a produção dos interceptores SM-3 Block IB e IIA.
Expectativas para o Futuro
A incerteza permanece acerca de como as propostas apresentadas durante o prazo de 21 dias afetarão os planos de compra do Pentágono, os cronogramas de entrega esperados e as solicitações de financiamento e infraestrutura no orçamento fiscal de 2028.
Enquanto isso, o próprio Pentágono expressou objetivos ambiciosos, com a intenção de triplicar a capacidade de produção dos interceptores PAC-3 MSE e quadruplicar a dos THAAD, mas a eficácia dessas ações dependerá de aprovações anuais por parte do Congresso.
A situação ressalta a necessidade urgente de atenção das empresas de defesa para atender à crescente demanda por armamentos, refletindo a complexidade e os desafios enfrentados pelo Departamento de Defesa dos EUA em um cenário global em constante evolução.
Fonte: www.defensenews.com






