Conselho de Segurança da ONU Condena Ataques dos Houthis Contra a Arábia Saudita
Órgão da ONU exige o fim das agressões, que afetam a segurança naval e a economia da região.
Na última sexta-feira (25), o Conselho de Segurança das Nações Unidas manifestou forte desaprovação em relação aos ataques realizados pelo grupo houthi, apoiado pelo Irã, contra a Arábia Saudita. Esta atitude marcante destaca uma rara unidade entre os membros do Conselho em defesa da segurança regional.
Os houthis intensificaram suas ações ao impor um bloqueio naval à Arábia Saudita, atacando petroleiros que triangulam o comércio de petróleo da região. Este bloqueio provocou um aumento significativo nos preços da energia, uma preocupação crescente para a economia global.
O porta-voz do Conselho, Jérôme Bonnafont, embaixador francês na ONU, afirmou que os membros do órgão condenaram com veemência os continenciais ataques, ressaltando que muitos deles têm como alvo infraestruturas civis e energéticas.
Exigência de cumprir o direito internacional
O Conselho de Segurança enfatizou a necessidade de que todas as partes ajam em conformidade com o direito internacional, especialmente respeitando a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Além disso, o órgão fez um apelo para que os houthis interrompam imediatamente suas ações militares que colocam em risco a população civil e os bens essenciais.
Recentemente, os avanços dos houthis fortaleceram a influência do Irã e seus aliados sobre importantes rotas marítimas, que são vitais para o transporte de petróleo saudita, já que o país é o maior exportador de petróleo do mundo.
Os Estados Unidos, junto com aliados como a Arábia Saudita e o governo do Iémen, têm acusado o Irã de fornecer apoio aos houthis. Entretanto, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, negou essas alegações, afirmando que os houthis são responsáveis por suas próprias decisões.
Com esse cenário, a situação no Iémen e suas implicações para a segurança regional e economia global permanecem em foco, reforçando a urgência de uma solução pacífica para o conflito.
Fonte: www.folhape.com.br








