Força Aérea Francesa Planeja Testes com Drones de Combate até 2028
Projeto Hypairion visa integrar inteligência artificial em aeronaves de combate com total controle estatal
A Força Aérea da França, em colaboração com a Direção Geral de Armamento e a agência de inteligência artificial de defesa, anunciou que pretende realizar testes com aviões de combate tripulados e drones de combate em 2028. Essa iniciativa faz parte do projeto Hypairion, que busca explorar o uso da inteligência artificial na aviação militar.
Desenvolvimento Autônomo de Tecnologia
O objetivo do projeto é desenvolver uma arquitetura aberta e modular para aeronaves, além de garantir que o governo francês mantenha o controle sobre as tecnologias mais críticas. Segundo o coronel Cédric, que lidera o escritório de desenvolvimento de capacidades da Força Aérea, “o Hypairion pretende equipar nossas plataformas com arquiteturas que são abertas, modulares e de propriedade do governo”, afastando-se de sistemas proprietários.
Foco em Inteligência Artificial e Autonomia
A Agência Ministerial de IA para Defesa será responsável pela tecnologia de inteligência artificial soberana aplicada ao projeto, com ênfase em áreas como comando, controle e autonomia das missões. O coronel Thibault, vice-diretor de aplicações de IA da agência, destaca que a autonomia das missões envolve a assistência dos drones na elaboração de planos, decisões em voo e análises pós-missão.
Testes Iniciais com Mirage 2000
A Força Aérea pretende modificar dois caças Mirage 2000 para se tornarem plataformas de testes de IA na base aérea de Mont-de-Marsan. A partir do final deste ano, serão realizados testes para explorar diversas aplicações, como otimização de rotas de voo e decisões táticas.
Perspectivas para o Futuro do Rafale
O desenvolvimento inicial do Hypairion não proporcionará uma capacidade operacional imediata. Entretanto, as experiências adquiridas poderão influenciar o futuro uso colaborativo de drones ao lado do caça Rafale, com um foco específico na nova versão F5, prevista para ser lançada em 2033. O engenheiro de armamentos Sébastien explicou que a integração da IA visa auxiliar os pilotos a gerenciar a complexidade crescente das operações.
A Importância da Decisão Humana
Embora a Força Aérea esteja avançando em direção a uma maior automação, o coronel Cédric ressalta que a decisão sobre o uso de armamentos deve sempre permanecer nas mãos humanas. “A avaliação da situação operacional e o julgamento tático são campos puramente humanos”, afirma.
Caminho para 2035
Com o Hypairion, a Força Aérea está traçando um mapa para o futuro da aviação militar na França, visualizando como as unidades de combate poderão se parecer em 2035. O coronel Cédric nota que a presença de cientistas da computação em esquadrões de caça pode se tornar uma norma no futuro.
A mobilização desta tecnologia potenciais impactos significativos nas operações e na eficácia das forças armadas, refletindo uma nova era de combate impulsionada pela inteligência artificial.
Fonte: www.defensenews.com







