Fechamento de Sites Vendedores de Conteúdo Íntimo Roubado é Realizado na França e nos EUA
Operação conjunta investiga e combate a exploração de mulheres e menores de idade na internet
Uma importante operação judicial na França e nos Estados Unidos resultou no fechamento de três sites associados à plataforma NudeLeaksTeens, acusada de vender conteúdo íntimo roubado de mais de 17.000 mulheres, entre elas menores de idade. O anúncio foi feito na última quarta-feira (7) pelo Ministério Público de Paris.
Detenção dos Suspeitos
Na terça-feira, dois irmãos, de 21 e 25 anos, foram detidos sob suspeita de serem os administradores da plataforma. A NudeLeaksTeens, cuja sigla em inglês significa "vazamento de imagens íntimas de adolescentes", utilizava três sites diferentes para comercializar pacotes de conteúdo íntimo obtidos de diversas maneiras, muitas vezes de forma ilegal.
Métodos de Obtenção do Conteúdo
Os investigadores revelaram que parte do material era adquirido por meio da invasão de contas em redes sociais. Outras imagens eram coletadas por meio de "grooming", uma prática em que adultos aliciam menores pela internet. Além disso, a plataforma também estava envolvida na chamada pornografia de vingança, onde imagens íntimas são divulgadas sem consentimento como forma de retaliação.
Informações das Vítimas
Os usuários dos sites eram incentivados, em troca de recompensas em moedas virtuais, a fornecer informações pessoais sobre cada vítima, incluindo nome, idade, localização e uma avaliação de sua "beleza" em uma escala de 1 a 10.
Apreensão de Moedas Virtuais
Durante as investigações, a polícia francesa apreendeu cerca de 700.000 euros (aproximadamente 3,9 milhões de reais) em moedas virtuais, incluindo bitcoin, litecoin e ethereum, na residência dos irmãos.
Ação Coordenada das Autoridades
A Procuradoria Federal do Distrito Leste da Virgínia, em colaboração com o FBI e as autoridades francesas, destacou que esta é uma ação coordenada para investigar a divulgação de material de abuso sexual infantil e a publicação não autorizada de conteúdo íntimo. Apesar de advertências sobre a proibição de material de abuso sexual infantil, a investigação confirmou que o acesso a imagens sexualmente explícitas de crianças também estava disponível nos sites.
Esta operação exemplifica o esforço contínuo para coibir a exploração na internet e proteger as vítimas de abusos, especialmente mulheres e crianças.
Fonte: www.folhape.com.br








