Professora Pernambucana Transmite Amor pelo Ensino Entre Brasil e França
No Dia do Professor, Simone Aubin compartilha sua experiência de lecionar em dois mundos distintos
Em um mundo onde as barreiras geográficas parecem ampliar, o amor pela educação une corações e mentes. No Dia do Professor, comemorado no Brasil nesta quinta-feira (15), a professora Simone Aubin, com 34 anos de carreira, relembra os desafios e alegrias de ensinar em dois países: Brasil e França.
Uma jornada educativa
Natural de Pernambuco, Simone atualmente vive no Vale do Loire, na França, onde alfabetiza imigrantes e refugiados. Para ela, educar esses alunos, que buscam novas oportunidades, vai além do conhecimento técnico. É fundamental transmitir aprendizado com paciência e sensibilidade, considerando que muitos deles enfrentam traumas relacionados à escola.
“Muitos jovens desistiram da escola, mas ainda querem trabalhar. Precisam aprender francês, matemática e cultura geral”, ressalta Simone.
Ensino como missão
Para Simone, o ato de ensinar é uma verdadeira missão. Ela acredita que um professor deve lecionar com paixão e entusiasmo, pois isso é a chave para despertar o interesse dos alunos.
“Quando transmitimos o conhecimento de forma prazerosa, os estudantes se sentem motivados a aprender. O entusiasmo é contagiante”, afirma.
O prazer de ver o aprendizado
Um dos maiores prazeres de Simone é ver seus alunos saindo da sala de aula com sorrisos, mesmo após abordarem temas mais pesados. Para ela, ensinar com emoção torna a experiência mais leve e marcante.
“O aprendizado transforma as pessoas. Quando um aluno sai de uma aula diferente do que entrou, isso é gratificante”, revela.
Sensibilidade e atenção
Simone ainda destaca a importância da sensibilidade no papel do educador. Para ela, um professor deve estar sempre atento ao comportamento dos alunos, compreendendo que cada um pode estar lidando com questões pessoais que afetam seu aprendizado.
“É preciso perceber esses sinais e tentar reconectar o aluno com o conteúdo”, explica.
A importância da desaceleração no aprendizado
Em tempos acelerados, Simone acredita que a educação precisa desacelerar para que os alunos consigam absorver o conhecimento de forma eficaz. A docente defende que aprender deve ser um processo tranquilo e enriquecedor.
“A educação deve permitir que os alunos entendam a importância do que estão aprendendo para suas vidas e para a sociedade”, observa.
Diferenças culturais no ensino
Simone também comenta sobre as diferenças culturais entre o Brasil e a França. Enquanto no Brasil a relação entre professor e aluno é mais próxima, na Europa a interação tende a ser mais formal.
“Os professores franceses são ótimos, mas a relação é mais distante. Isso não impede que eles sejam empáticos e acolhedores”, revela.
Apesar das diferenças, Simone sente que o carinho dos alunos é o mesmo, independente da cultura.
Conselhos para futuros educadores
Com mais de três décadas de experiência, Simone nunca se sentiu entediada com a profissão. Para ela, cada turma é uma nova oportunidade de aprendizado e troca.
Ela aconselha quem deseja ser educador a entrar em sala de aula com entusiasmo, mesmo diante das dificuldades.
“Um professor deve sempre transmitir algo positivo, mesmo cansado. Esse brilho nos olhos é essencial”, afirma.
Simone finaliza seu recado ressaltando a importância da humanidade no ensino. “Que nunca falte entusiasmo e alegria na sala de aula. A troca de conhecimento é uma via de mão dupla e traz muitas lições”, conclui.
Simone Aubin é um exemplo de como a educação pode transcender fronteiras e transformar vidas, mostrando que o amor pelo ensino é universal.
Fonte: www.folhape.com.br








