Nova Secretária de Imprensa da Casa Branca Enfrenta Polêmica Sobre sua Licença para Advogar
Katie Zacharia admite não ter passado no exame da Ordem dos Advogados, mas defende sua atuação como advogada.
A nova secretária de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, está no centro de uma controvérsia após reconhecer publicamente que não foi aprovada no exame da Ordem dos Advogados. Em aparições recentes na televisão e em redes sociais, ela se descreveu como advogada e assessora jurídica de uma organização sem fins lucrativos da Califórnia.
Apesar de ter se formado em Direito pela Universidade Pepperdine, adquirir um diploma não garante automaticamente a habilitação para o exercício da advocacia nos Estados Unidos. Zacharia, de 41 anos, não conseguiu confirmar que obteve a licença após a formatura. Durante uma entrevista com o veículo conservador Real America’s Voice, ela explicou que se inscreveu para o exame, mas não o fez devido a uma mudança para a China com seu marido.
"Os resultados são, em certa medida, irrelevantes, porque eu sabia que não precisaria do título na China", afirmou. Durante sua passagem por Pequim, ela trabalhou como advogada em um renomado escritório chinês. Segundo Zacharia, não realizou o exame novamente após retornar aos Estados Unidos devido ao nascimento de seu primeiro filho.
Em meio às dúvidas sobre sua credibilidade, Zacharia disse que muitos na sua área garantiram que ela poderia ser chamada de "advogada", desde que não se referisse a si mesma como "advogada licenciada". Ela destacou que poderia oferecer análises jurídicas, baseando-se em sua formação e experiência em direito empresarial adquirida na China.
A situação gerou reações, como a reclamação da organização Campaign for Accountability, que se dedica a promover a ética na política. Na quarta-feira, o grupo pediu que a Ordem dos Advogados da Califórnia investigasse o caso, apontando que se autodenominar advogado sem a licença apropriada constitui uma violação legal.
A polêmica em torno de Katie Zacharia levanta questões sobre as credenciais e a ética profissional, além de acentuar a pressão por maior responsabilidade no serviço público.
Fonte: www.folhape.com.br








