Controle de Xbox se torna aliado inusitado contra drones na defesa militar dos EUA
Sistema de laser móvel testado pelo Pentágono promete soluções mais baratas para enfrentar ameaças aéreas
Um controle de Xbox pode ser a chave para uma nova abordagem na defesa contra drones, cada vez mais comuns nas batalhas modernas. A crescente proliferação de drones baratos levou o Exército dos Estados Unidos a buscar alternativas mais econômicas em suas operações. Ao invés de usar mísseis de milhões de dólares para abater aeronaves que custam muito menos, o Pentágono está testando um sistema que utiliza laser.
Inovações tecnológicas na defesa
O projeto, chamado Firefly, é um sistema de armamento a laser de alta energia desenvolvido pela empresa KBR, em parceria com a Kord Technologies. Recentemente, o Pentágono selecionou a KBR para um programa-piloto que avaliará a capacidade de defesa de bases militares americanas contra drones inimigos. A proposta envolve o uso de um feixe de luz concentrado como alternativa aos interceptores de mísseis, o que pode representar uma solução mais econômica.
David Zoller Jr., diretor sênior da KBR, destacou a facilidade de uso do sistema. Segundo ele, o controle de Xbox reduz o tempo de treinamento dos operadores, que já estão familiarizados com a mecânica dos jogos.
Avaliação prática
Durante um ano, o programa vai implantar armas de energia direcionada em diversas bases militares dos EUA, onde militares irão operar, manter e coletar dados sobre o sistema. O Pentágono, por sua vez, monitorará informações sobre custos e logística.
O Firefly é promovido como um laser móvel montado em palete, e a KBR afirma que o sistema pode operar em temperaturas variando entre -15 e 35 graus Celsius. Em uma demonstração realizada em agosto em Alabama, representantes da empresa mostraram que o equipamento montado em caminhão consegue derrubar um drone pequeno em apenas alguns segundos.
Funcionamento do sistema
Identificação da ameaça
O primeiro passo do sistema é a detecção de possíveis ameaças como drones. O radar alerta o operador humano, que pode investigar usando câmeras integradas. A tecnologia de inteligência artificial ajuda a rastrear automaticamente, mas a decisão final sobre quando e onde atirar fica nas mãos de um ser humano.
Ação contra a ameaça
Após a avaliação, o sistema visa a ameaça e dispara o laser, que é descrito como "luz armada". Segundo Zoller, essa tecnologia pode queimar um buraco em partes específicas do alvo, como hélices ou tanques de combustível. Entretanto, ele alerta que sistemas de laser de alta energia “não são uma solução única”. O Firefly pode lidar com uma ameaça de cada vez, o que exige priorização em caso de um ataque em massa de drones.
A nova abordagem representa um avanço significativo nas estratégias de defesa militar, que busca conciliar tecnologia de ponta com custos mais baixos em um cenário de crescente ameaça aérea.
Fonte: www.defensenews.com








