ONU Aprova Resolução para Proteger Crianças em Conflitos Armados
Medida inédita busca limitar o uso de tecnologias digitais no recrutamento e abuso infantil em guerras
Nesta segunda-feira (19), o Conselho de Segurança da ONU aprovou, por unanimidade, uma resolução inovadora que visa proteger crianças envolvidas em conflitos armados. A proposta é um marco importante no combate à violência infantil, especialmente no contexto do uso de tecnologias digitais.
Restrições ao uso de tecnologias
A nova resolução pede que as partes em conflito se abstenham de utilizar redes sociais, plataformas de jogos e serviços de mensagens para o recrutamento de crianças. Além disso, são apresentadas recomendações aos países-membros para fortalecer a proteção infantil em seus sistemas nacionais.
Os Estados são incentivados a adotar medidas que reduzam os riscos associados ao uso de tecnologias digitais na ampliação da violência contra crianças. A criação de mecanismos de denúncia e apoio é fundamental para garantir a segurança dos menores.
Educação e digitalização como prioridade
Outro ponto importante da resolução é a recomendação para que os Estados invistam em estruturas de ensino à distância, alfabetização digital e educação em situações de conflito. Essa abordagem busca assegurar que as crianças tenham acesso a recursos educativos, mesmo em contextos adversos.
A embaixadora grega Aglaia Balta, presidente do Conselho de Segurança e autora da proposta, destacou a importância da resolução. "Reforça nossa resposta coletiva diante de ameaças que evoluem tão rapidamente quanto as tecnologias nas quais se apoiam", afirmou.
Ressalvas de potências
Apesar da votação unânime, potências como Estados Unidos, Rússia, China e Somália expressaram reservas em relação à resolução. As preocupações levantadas por esses países refletem a complexidade da situação em áreas de conflito.
Estatísticas alarmantes apresentadas pela ONU em 2025 revelaram que 38.558 "violações graves" foram registradas contra crianças em conflitos armados, um número sem precedentes, que inclui mortes, recrutamentos e abusos.
A aprovação dessa resolução representa um passo significativo na luta para proteger as crianças em situações de conflito, mas ainda há desafios a serem enfrentados na implementação das medidas propostas.
Fonte: www.folhape.com.br






