China e Rússia Unem Forças Contra Interferências Externas em Nota Conjunta
Líderes condenam ações que ameaçam a estabilidade da Eurásia durante visita do primeiro-ministro chinês a Moscou
Em uma declaração conjunta publicada nesta quarta-feira (21), Pequim e Moscou denunciaram as chamadas “interferências externas destrutivas” que, segundo eles, minam a estabilidade na região da Eurásia. A comunicação surgiu durante a visita do primeiro-ministro chinês, Li Qiang, à Rússia.
As duas nações afirmaram que esse tipo de interferência é um dos principais fatores que corroem a segurança no continente. "Condenamos firmemente quaisquer atos de coerção externa envolvendo o uso da força, que visem prejudicar o processo de solidariedade euroasiática", destaca o comunicado da agência estatal chinesa Xinhua.
Apoio Mútuo nas Questões Centrais
O texto também enfatiza a solidariedade entre os dois países. "Ambos os lados se comprometem a apoiar firmemente um ao outro em questões que envolvam seus interesses e preocupações centrais", ressaltando assim a importância da parceria estratégica entre China e Rússia.
A China manifestou seu apoio decisivo à Rússia em relação à segurança nacional, estabilidade e integridade territorial. "Rejeitamos a interferência de forças externas nos assuntos internos da Rússia", afirmaram os líderes.
Possibilidade de Reunião Tripartite Ignorada
Embora o comunicado não tenha mencionado a possibilidade de um encontro entre os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping, um assessor do Kremlin indicou que os líderes da China, Rússia e Estados Unidos poderiam se reunir durante a cúpula da Ásia-Pacífico em Shenzhen, programada para o próximo mês. De acordo com Yuri Ushakov, "está sendo preparada uma possível primeira reunião entre os líderes".
Esse cenário pode oferecer um novo espaço para a diplomacia em um momento de crescente tensão internacional.
Fonte: www.folhape.com.br








