Exército dos EUA Testa Enterro Temporário de Soldados em Exercício na Carolina do Norte
Durante treinamento, militares se preparam para lidar com o luto e a identificação de combatentes mortos em cenários de combate intenso.
O Exército dos Estados Unidos está se preparando para a difícil tarefa de enterrar temporariamente soldados em campos de batalha, em um exercício recente na Carolina do Norte, onde testou a rapidez de escavação de sepulturas e a preservação dos restos mortais para identificação futura.
Preparativos para o Inesperado
Na atividade, que faz parte da Fase II da Operação Dragon Covenant, engenheiros, equipes de medicina preventiva, capelães e especialistas em gestão de fatalidades treinaram para a realização de enterros em massa, uma prática que não é utilizada em larga escala desde a Guerra da Coreia. O Exército reconheceu que, nas últimas duas décadas durante os conflitos no Iraque e no Afeganistão, a superioridade aérea permitiu a rápida evacuação de restos mortais. No entanto, futuras operações podem não ter essa facilidade.
Desafios em Campo
Durante o exercício, os soldados da engenharia precisaram usar seus equipamentos para escavar e preencher valas funerárias sem danificar modelos de restos mortais, que eram feita de esqueletos e recipientes de água. Isso garante que equipes forenses possam, hipoteticamente, desenterrar e repatriar os corpos após um conflito.
Sgt. 1st Class Delbert Ruede, líder sênior em gestão de fatalidades, destacou a importância do exercício: "Estamos adotando uma abordagem científica e testada em campo para garantir que possamos cuidar com respeito de nossos caídos."
Diretrizes de Enterro Durante Conflitos
Embora a evacuação de restos mortais seja obrigatória quando possível, diretrizes militares permitem enterros temporários durante incidentes de alta fatalidade, onde não é seguro movimentar os corpos. Todos os cadáveres enterrados, sejam de soldados ou civis, devem ser tratados com dignidade, e suas informações, preservadas.
As Convenções de Genebra também exigem que os corpos de combatentes inimigos sejam registrados, e a cremação é raramente autorizada, exceto por motivos de higiene ou crenças religiosas.
Resultados e Descobertas Práticas
A doutrina do Exército estipula que sepulturas temporárias devem consistir em cinco valas paralelas, acomodando até 100 corpos. Durante o exercício, um novo método utilizando tratores D6 permitiu a escavação de valas para 20 restos em média em uma hora e quinze minutos, um avanço em relação ao método tradicional, que levava três horas para enterrar apenas dez.
Com essa nova abordagem, os comandantes podem planejar a escavação de até 2.400 corpos em um único dia de operação contínua.
Preparações Espirituais e Futuras Fases do Exercício
Além do aspecto logístico, o exercício também proporcionou aos capelães a oportunidade de desenvolver protocolos sensíveis para a gestão de fatalidades. Em ambientes de combate intenso, operações de enterro podem ocorrer sem cerimônias religiosas personalizadas, tornando essencial a consagração dos locais antes do sepultamento.
A Operação Dragon Covenant prosseguirá com sua Fase III na primavera de 2027, que integrará medidas de segurança, instalações médicas e um ponto de coleta para assuntos mortuários.
Fonte: www.defensenews.com







