Exército dos EUA Investiga Balões Espiões: A Nova Estratégia Contra a China nas Frentes de Combate

Exército dos EUA Explora Balões de Alta Altitude para Combater a China no Pacífico

Estratégia inovadora visa romper a rede de defesa chinesa e garantir vantagem nas operações militares.

Em uma nova abordagem estratégica, o Exército dos Estados Unidos está analisando o uso de balões de alta altitude para fortalecer suas capacidades no Pacífico, especialmente frente ao crescente arsenal militar da China. Essas aeronaves, que podem monitorar o campo de batalha, transmitir comunicações e realizar ataques, oferecem uma alternativa mais econômica às tradicionais forças militares.

Um Olhar sobre a Nova Estratégia

O general Bernard Harrington, comandante da 7ª Divisão de Infantaria e do Comando Multidomínio do Pacífico, destacou em uma conferência recente em Washington que o interesse e a experimentação com balões de alta altitude (HABs, na sigla em inglês) têm aumentado significativamente. Essas plataformas proporcionam uma maneira discreta de operar a partir de posições dispersas, permitindo que os EUA abram brechas na robusta rede de defesa antiacesso/chave de área da China.

Com o estabelecimento do MDC-P, há uma integração das operações terrestres e capacidades de longo alcance, visando operar em ambientes complexos como o espaço e o ciberespaço. A missão do Comando é usar essas aeronaves para criar oportunidades para outros elementos da Força Conjunta dos EUA, como grupos de ataque de porta-aviões e unidades de ataque terrestre.

Vantagens dos Balões de Alta Altitude

Os balões de alta altitude podem transportar o que o Exército chama de "efeitos lançados", que são sistemas aéreos usados para reconhecimento, comunicações e ataques. Eles permitem que os soldados do MDC-P utilizem drones e munições mais acessíveis, aumentando a quantidade e reduzindo a chance de detecção pelo inimigo.

Além disso, avanços tecnológicos permitiram que esses balões permanecessem no ar por longos períodos, garantindo uma cobertura valiosa para radares e sensores em altitudes acima de 18.000 metros. Esses balões operam em espaço aéreo internacional, oferecendo uma alternativa mais econômica e eficiente em comparação com satélites.

Experimentos em Campo

Durante a intervenção "Bayonet Quest 26", realizada em Michigan e no Lago Huron, o MDC-P testou várias dessas tecnologias em parceria com drones aéreos e marítimos. Essa experiência revelou a capacidade do Exército em coordenar múltiplas plataformas, coletando dados essenciais e utilizando inteligência artificial para processar as informações em tempo real.

“Se conseguirmos identificar um alvo, podemos usar um drone para validar a informação e, a partir daí, lançar um ataque,” explicou Harrington, detalhando a operação com foco em eficácia e integração de sistemas.

A Caminho do Futuro

Os experimentos com balões de alta altitude estão se espalhando por diversas regiões, incluindo África do Norte, Oriente Médio, Europa e o próprio Pacífico. Com metas audaciosas, o general Steven Carpenter, comandante do MDC-E, enfatizou a intenção de lançar centenas de balões simultaneamente, explorando suas capacidades em missões de ataque e comunicações.

Essa abordagem, segundo ele, permitirá manter as capacidades chinesas sob risco constante, adaptando-se às diferentes condições climáticas e operacionais.

O uso de balões de alta altitude representa um passo significativo na modernização das táticas do Exército dos EUA, refletindo uma clara preocupação com a evolução das ameaças no cenário global e as medidas necessárias para contrabalançá-las.

Fonte: www.defensenews.com