Título: Repriorização orçamentária busca sanar lacuna no plano de investimentos em defesa do Reino Unido
Subtítulo: O novo ministro da Fazenda, John Healey, propõe uma mudança no gasto público para alcançar as metas de defesa da NATO.
O ministro da Fazenda do Reino Unido, John Healey, anunciou nesta quarta-feira que o governo irá “repriorizar” gastos em outras áreas para preencher um déficit de £4,7 bilhões (cerca de US$ 6,3 bilhões) no Plano de Investimentos em Defesa do país. Esta estratégia faz parte de uma iniciativa para reforçar o compromisso britânico com a NATO.
Na apresentação de seu primeiro orçamento, Healey destacou a importância de analisar cuidadosamente os gastos públicos. O objetivo é detalhar como o Reino Unido alcançará a meta de destinar 3,5% do PIB à defesa até 2035, com uma meta intermediária de 3% até 2030.
Reforços na defesa
Durante sua fala no parlamento, Healey confirmou que irá financiar integralmente o Plano de Investimentos em Defesa, utilizando a repriorização de capital em diferentes departamentos governamentais. "Estamos honrando o compromisso feito por mim e pelo primeiro-ministro”, disse ele, referindo-se a Whitehall, a área de Londres onde estão a maioria dos ministérios.
A pressão sobre Healey, o primeiro-ministro Andy Burnham e o ministro da Defesa, Wes Streeting, aumenta. Eles enfrentam críticas pela necessidade de acelerar os investimentos em defesa.
Futuro e inovações no financiamento
Healey também anunciou que um plano detalhado para atingir as metas de 3% e 3,5% será apresentado em uma revisão orçamentária agendada para o próximo ano. Ele expressou determinação em buscar financiamento inovador, colaborando com o setor privado e aliados internacionais.
Esse atraso na definição de um plano claro para o cumprimento das metas pode intensificar as cobranças da oposição conservadora, que exige a renúncia de Healey caso ele não apresente uma estratégia convincente durante a apresentação do orçamento.
Vale lembrar que Healey havia renunciado ao cargo de ministro da Defesa sob a liderança de Keir Starmer em junho, devido à insatisfação com a falta de recursos destinados à defesa, principalmente pela dificuldade do ex-primeiro-ministro em garantir os fundos necessários para atingir a meta de 3% até 2030.
Fonte: www.defensenews.com






