Ucrânia Conclui Etapa do Projeto Freyja, Sistema Antibalástico Multinacional
Colaboração entre dez países visa acelerar desenvolvimento para testes até o final do ano.
A Ucrânia concluiu sua parte no projeto Freyja, um novo sistema antibalístico que reúne a colaboração de diversos países europeus. O presidente Volodymyr Zelenskyy destacou a urgência em finalizar os componentes restantes, que dependem do empenho de seus parceiros até o fim do ano.
Desenvolvimento Acelerado
A empresa ucraniana Fire Point está à frente da produção do interceptor FP-7.X e de seu lançador. Enquanto isso, empresas parceiras, como a norueguesa Kongsberg e a alemã Diehl Defence, se encarregam de desenvolver os sistemas que localizarão e guiarão os mísseis até seu alvo.
Zelenskyy comentou: “A Ucrânia fez sua parte, e isso é uma boa notícia. A responsabilidade agora é dos parceiros.” Ele ressalta que entre os dez países envolvidos, o progresso está em andamento.
Desafios em Tempo Real
Esse avanço ocorre em um cenário crítico, onde a Ucrânia enfrenta uma escassez de interceptores Patriot, que, por sua vez, são caros e demorados para serem entregues. Nos últimos dias, a Rússia disparou mais de 100 mísseis em direção a Kyiv e regiões adjacentes, intensificando a necessidade de um sistema de defesa eficaz.
De acordo com dados da ONU, os civis na Ucrânia sofreram 59% mais em termos de casualidades de janeiro a setembro em comparação ao ano anterior.
Objetivo de Independência
O sistema Freyja tem como objetivo reduzir a dependência da Ucrânia em relação ao Patriot, estabelecendo uma capacidade antibalística própria para a Europa. Contudo, a fase mais desafiadora agora envolve a integração de sensores e sistemas de controle europeus ao interceptor ucraniano.
“Sistemas como este levam décadas para serem desenvolvidos. Queremos resultados rápidos, pois o tempo é curto”, afirmou Zelenskyy.
Produção e Esperanças Futuras
A Fire Point trabalha na montagem final com radars e sensores projetados por parceiros internacionais. A intenção da empresa é produzir ao menos 2.000 interceptores por ano, com um custo estimado de menos de 1,2 milhão de dólares cada. O primeiro modelo deve ser equipado com uma ogiva de fragmentação, similar ao antigo PAC-2.
Os próximos marcos técnicos dependem da agilidade dos parceiros europeus. “Se cada governo europeu agir rapidamente, podemos ter interceptores prontos até o final deste ano”, afirmou o cofundador da Fire Point, Denys Shtilerman.
Em recent encontros, líderes, incluindo Zelenskyy e o ministro da Defesa da Noruega, discutiram a aceleração dos trabalhos para iniciar os testes do sistema.
Impacto Potencial
Andrius Kubilius, comissário europeu de Defesa e Espaço, comentou que a produção de mísseis pela Fire Point e o avanço do projeto Freyja podem representar uma mudança significativa para a segurança da Europa e da Ucrânia.
O projeto Freyja simboliza não apenas uma esperança renovada para a defesa ucraniana, mas também um passo importante em direção a uma capacidade de defesa coletiva mais robusta na Europa.
Fonte: www.defensenews.com







