Como a Fadurpe Está Transformando o Diagnóstico das Mudanças Climáticas em Territórios Indígenas e Quilombolas

Fadurpe Realiza Diagnóstico Socioambiental no Sertão de Pernambuco

Iniciativa busca compreender impactos das mudanças climáticas em comunidades indígenas e quilombolas

A Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional (Fadurpe) está promovendo uma consultoria para elaborar um Diagnóstico Socioambiental e Econômico no Sertão de Pernambuco. O foco da pesquisa são os territórios dos povos indígenas Atikum e Pankará, localizados na Serra do Arapuá, e a Comunidade Quilombola de Conceição das Crioulas.

Contexto da Iniciativa

Esta ação ocorre em um momento crítico, marcado pelos efeitos das mudanças climáticas e pela desertificação na região. A consultoria é parte do projeto “Fortalecendo Capacidades para Combater a Desertificação no Semiárido”, realizado em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

A iniciativa, com duração prevista de quatro meses, visa coletar dados que ajudem a entender as condições ambientais, sociais e econômicas das comunidades, além de mapear as vulnerabilidades associadas às mudanças climáticas.

Metodologia de Trabalho

O projeto será desenvolvido de forma interdisciplinar e participativa, integrando levantamento de dados, entrevistas, grupos focais e oficinas. Além disso, informações sobre recursos hídricos, uso do solo e manejo da Caatinga serão coletadas para embasar as análises.

Os resultados serão compartilhados com as comunidades envolvidas, promovendo um diálogo aberto sobre as descobertas.

Inclusão de Gênero e Participação Social

Outro aspecto importante do estudo é a inclusão da perspectiva de gênero nas análises, buscando entender o papel das mulheres na gestão territorial e os desafios enfrentados por esse grupo nas questões climáticas.

Ellen Viégas, secretária-executiva da Fadurpe, ressalta a importância de conectar a produção de conhecimento com a realidade das comunidades. “Apoiar um projeto como este contribui para o reconhecimento dos saberes tradicionais e para a construção de políticas públicas adequadas,” afirma.

Visão para o Futuro

Marilourdes Guedes, coordenadora do projeto, destaca que unir rigor técnico à sabedoria ancestral das comunidades transforma as possibilidades de enfrentamento das mudanças climáticas. “O diagnóstico permitirá que o conhecimento local e a equidade de gênero sirvam de base para a justiça climática, dando voz às pessoas que vivem e cuidam da Caatinga,” comenta.

Essa iniciativa poderá gerar um marco significativo para fortalecer a articulação entre comunidades tradicionais e autoridades, crucial no combate à desertificação e na promoção do desenvolvimento sustentável na região.

Fonte: www.folhape.com.br