Juiz Federal dos EUA Rejeita Processo de Trump contra o Wall Street Journal
Decisão final impede ações futuras sobre reportagem relacionada a Jeffrey Epstein
No último sábado, 31, um juiz federal em Miami decidiu, de forma definitiva, rejeitar a ação de US$ 10 bilhões movida pelo ex-presidente Donald Trump contra o Wall Street Journal e Rupert Murdoch. O processo estava relacionado a uma reportagem que abordava as ligações de Trump com Jeffrey Epstein, um financista americano acusado de crimes sexuais.
O juiz Darrin Gayles analisou o caso e concluiu que Trump não conseguiu provar que os réus agiram com dolo, uma condição necessária na legislação americana para ações por difamação. Isso significa que a alegação de que a reportagem continha declarações maliciosas e falsas não se sustentou.
Ação Extinta
Com essa decisão, o magistrado extinguiu o processo, impedindo que Trump pudesse apresentar a mesma reclamação novamente. Gayles destacou que o ex-presidente estava "se agarrando a qualquer argumento" e que a ação parecia tentar "fabricar" falhas na reportagem investigativa do jornal.
A matéria, divulgada no ano passado, detalhava uma carta com conteúdo sexual sugestivo, que supostamente incluía o nome de Trump, e que estaria em um álbum de aniversário de Epstein. Trump negou envolvimento na autoria da carta, chamando a publicação de "falsa, maliciosa e difamatória".
Histórico do Caso
Este não é o primeiro revés para Trump nesse processo. Em abril, Gayles já havia rejeitado a ação original, permitindo que Trump apresentasse uma versão reformulada, que foi protocolada em maio. Na decisão mais recente, o juiz considerou as alegações de má intenção como vagas e inconsistentes, afirmando que o jornal fez questão de incluir a negativa de Trump na reportagem, esclarecendo que ele contestava a autenticidade da carta.
Essa decisão marca mais um capítulo nas contínuas controvérsias envolvendo Trump e sua relação com a mídia, especialmente em assuntos delicados como o caso Epstein.
Fonte: www.folhape.com.br








