A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) divulgou um novo boletim de balneabilidade que acende um alerta para os banhistas no litoral pernambucano. De acordo com o monitoramento mais recente, subiu para 10 o número de praias impróprias em Pernambuco, representando um aumento em relação ao levantamento anterior, que indicava apenas sete pontos críticos. A análise abrange o período de 23 a 29 de janeiro de 2026 e monitora a qualidade das águas em diversos municípios da Região Metropolitana do Recife e do Litoral Norte.
O relatório técnico da CPRH é fundamental para garantir a segurança da população, classificando os locais como “Próprios” ou “Impróprios” com base na concentração de bactérias coliformes termotolerantes. Os novos dados mostram que a contaminação atingiu áreas de grande circulação em cidades como Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Goiana.
O Que Sabemos Sobre as Praias Improprias em Pernambuco
A classificação de praias impróprias em Pernambuco ocorre quando as amostras de água coletadas superam os limites estabelecidos pela Resolução Conama nº 274/2000. Segundo o monitoramento da CPRH, a situação atual reflete a presença de microrganismos que podem oferecer riscos à saúde dos usuários. Dos dez pontos listados, a distribuição geográfica mostra que o problema afeta tanto áreas urbanas centrais quanto pontos mais distantes da capital.
No Recife, o tradicional Posto 15 da Praia de Boa Viagem, localizado em frente ao Edifício Acaiaca, permanece na lista de locais não recomendados. Este é um dos pontos mais monitorados devido ao alto fluxo de turistas e moradores. Além dele, a Praia do Pina, especificamente na altura do Cassino Americano, também foi classificada como inadequada para o uso recreativo de contato primário.
Detalhes dos Pontos Críticos em Olinda e Jaboatão
A situação das praias impróprias em Pernambuco se estende de forma preocupante para os municípios vizinhos ao Recife. Em Olinda, três pontos foram destacados no relatório da CPRH: a Praia de Casa Caiada (próximo ao entroncamento com a Avenida José Augusto Moreira), a Praia de Rio Doce (nas imediações da Rua Dr. Arnaldo Magalhães) e a Praia de Bairro Novo (em frente ao antigo Hotel Quatro Rodas).
Em Jaboatão dos Guararapes, o monitoramento identificou dois trechos onde o banho deve ser evitado:
- Praia de Piedade: No ponto localizado em frente ao Hospital da Aeronáutica.
- Praia de Candeias: Na altura do conjunto habitacional City Candeias.
A recomendação da CPRH é clara: o contato com a água nesses locais pode expor os banhistas a doenças de veiculação hídrica, sendo desaconselhável qualquer atividade de lazer dentro da água nestes trechos específicos.
Litoral Norte: Paulista e Goiana Também Registram Irregularidades
O aumento no número de praias impróprias em Pernambuco também impactou o Litoral Norte do estado. No município de Paulista, o relatório aponta que a Praia de Maria Farinha (na área próxima ao Hotel Amoaras) não apresenta condições ideais de balneabilidade nesta semana.
Ainda mais ao norte, em Goiana, dois pontos da Praia de Pontas de Pedra entraram na lista de restrição: o trecho em frente à Rua da Guia e a área próxima ao terminal pesqueiro. A inclusão desses locais reforça a necessidade de os usuários consultarem sempre os canais oficiais da Agência Estadual de Meio Ambiente antes de escolherem o destino de lazer no final de semana.
Fatores que Influenciam a Balneabilidade Segundo a CPRH
De acordo com as informações técnicas fornecidas pela fonte, a variação na qualidade da água está diretamente ligada a fatores ambientais. A CPRH destaca que a ocorrência de chuvas é um dos principais vetores para que o número de praias impróprias em Pernambuco sofra alterações. As precipitações carregam resíduos das galerias pluviais e esgoto doméstico diretamente para o mar, elevando os índices de contaminação bacteriológica.
Além disso, a agência ressalta que o monitoramento é contínuo e que a sinalização nas praias deve ser respeitada. A presença de “línguas negras” (canais de drenagem que desembocam na areia) é um indicativo visual de que o local pode não estar adequado, mesmo que não haja uma placa imediata no local exato do banhista.
Conclusão Sobre as Praias Improprias em Pernambuco
O cenário atual, com 10 pontos classificados como praias impróprias em Pernambuco, exige cautela redobrada da população e dos turistas que visitam o litoral. A subida de sete para dez pontos em apenas uma semana demonstra a volatilidade da qualidade das águas. A CPRH continuará monitorando os 50 pontos espalhados pela costa pernambucana para atualizar os banhistas sobre as condições de balneabilidade.
Para quem pretende aproveitar o mar, a orientação é buscar trechos que não foram listados neste boletim e evitar áreas próximas a desembocaduras de canais e galerias de águas pluviais, especialmente após períodos chuvosos.
FAQ – Perguntas Frequentes sobre as Praias Improprias em Pernambuco
Quantas praias estão impróprias em Pernambuco atualmente?
Segundo o último relatório da CPRH, subiu para 10 o número de pontos inadequados para o banho no estado.
Quais são os pontos impróprios no Recife?
No Recife, os pontos impróprios são a Praia de Boa Viagem (Posto 15, em frente ao Edifício Acaiaca) e a Praia do Pina (em frente ao Cassino Americano).
Quais praias de Olinda devem ser evitadas?
Em Olinda, os banhistas devem evitar os trechos em Casa Caiada (Av. José Augusto Moreira), Rio Doce (Rua Dr. Arnaldo Magalhães) e Bairro Novo (antigo Hotel Quatro Rodas).
Há pontos impróprios no Litoral Norte?
Sim. O relatório cita a Praia de Maria Farinha em Paulista (perto do Hotel Amoaras) e dois pontos em Pontas de Pedra, Goiana (Rua da Guia e terminal pesqueiro).
Quais locais em Jaboatão dos Guararapes estão na lista?
Estão impróprios o trecho em frente ao Hospital da Aeronáutica, em Piedade, e a área próxima ao conjunto City Candeias, em Candeias.
O que causa a classificação de uma praia como imprópria?
A classificação ocorre quando a concentração de coliformes termotolerantes excede os limites da Resolução Conama 274/2000, muitas vezes agravada por chuvas que levam detritos ao mar.
Qual é o período de validade deste relatório da CPRH?
Este boletim refere-se ao período de monitoramento realizado entre os dias 23 e 29 de janeiro de 2026.

Rafael Monteiro é jornalista especializado em negócios e inovação, com 15+ anos de experiência em cobertura econômica, empreendedorismo e mercado corporativo. Atuou em redações de portais e revistas de finanças, assessorias de imprensa e projetos de conteúdo para empresas de médio e grande porte, acompanhando de perto temas como gestão, marketing, finanças, tecnologia aplicada aos negócios e ambiente regulatório.









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