Novo Ministro da Defesa da Nova Zelândia Promove Integração Militar com a Austrália: O Que Esperar?

Chris Penk é nomeado novo Ministro da Defesa da Nova Zelândia

Após a aposentadoria de Judith Collins, governo busca fortalecer laços militares e aumentar a prontidão das forças armadas.

Chris Penk foi oficialmente nomeado como o 44º Ministro da Defesa da Nova Zelândia, substituindo Judith Collins, que se aposentou da política. Além de assumir o Ministério da Defesa, Penk também ficará responsável pelos portfólios de Espaço, e dos serviços de inteligência e segurança do governo neozelandês.

Experiência Militar e Política

Penk não é desconhecido no campo militar. Ele é o primeiro ministro da Defesa que já serviu tanto nas forças armadas da Nova Zelândia quanto na Austrália. Ingressou na Marinha Real da Nova Zelândia em 2000 e atuou como oficial de vigilância na fragata HMNZS Te Kaha. Na política, foi eleito para o Parlamento em setembro de 2017 como membro do Partido Nacional.

Fortalecimento das Relações com a Austrália

Atualmente, a Força de Defesa da Nova Zelândia (NZDF) está passando por um processo significativo de integração com a Força de Defesa da Austrália (ADF). Essa iniciativa visa criar um corpo de forças armadas mais homogêneo e intercambiável até 2035, com o compartilhamento de pessoal, desenvolvimento de capacidades e treinamento sincronizado entre os dois países.

Por exemplo, unidades da Força Aérea Real da Nova Zelândia já estão operando sob os códigos de chamada da ADF, enquanto estão incorporadas a unidades da Força Aérea Real da Austrália. A ideia é que os dois países operem de forma integrada, mantendo, ao mesmo tempo, sua independência soberana.

Expansão das Operações da NZDF

A expansão das operações da NZDF não se limita apenas à Austrália. Um Comodoro Aéreo foi designado a Nova Délhi como Conselheiro de Defesa da Nova Zelândia na Índia, um papel que anteriormente não tinha uma presença fixa.

Relações na Região do Pacífico

No cenário regional, as relações da Nova Zelândia com países do Pacífico Sul, como Ilhas Cook e Ilhas Salomão, são fundamentais, uma vez que esses estados dependem de Wellington para segurança e assuntos externos. O aumento da presença da China na região tem gerado preocupações, especialmente sobre possíveis laços controversos com Pequim.

Urgência na Reforços Militares

Em dezembro, o chefe de defesa, Air Marshal Tony Davies, enfatizou a necessidade de aumentar rapidamente as forças armadas do país. Ele mencionou que o tempo médio necessário para recrutar novos membros foi reduzido de 300 dias para menos de 200, com a meta de chegar a apenas 90 dias.

Investimentos no Setor da Defesa

O gasto em defesa, que atualmente gira em torno de 1% do PIB, está previsto para alcançar 2% nos próximos sete anos. O primeiro-ministro Chris Luxon, em declarações anteriores, destacou que os gastos atuais são insuficientes, embora a proximidade das eleições em novembro possa tornar os políticos cautelosos em relação a mudanças impopulares.

Com a nova liderança de Penk, espera-se que a Nova Zelândia busque uma postura mais proativa em questões de defesa, tanto em termos de estratégia regional quanto em suas relações militares internacionais.

Fonte: www.defensenews.com