Aumento da Presença Naval dos EUA Levanta Questões sobre Estratégia de Construção de Navios
Relatório sugere uma reforma no setor marítimo, destacando a necessidade de parcerias com aliados.
A crescente presença naval dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, em meio à guerra no Irã, tornou-se foco de debate sobre a eficácia da atual estratégia de construção de navios do país. Um novo relatório do Center for Maritime Strategy, divulgado na sexta-feira, critica a “atrofia” da base industrial marítima americana e sugere melhorias por meio da cooperação com aliados.
Desafios no Setor Marítimo
O relatório destaca que a marinha dos EUA ainda não atingiu suas metas de construção de navios. À medida que a tensão no Oriente Médio se intensifica, a Marinha enfrenta a pressão de suportar um conflito que já afeta seus recursos limitados. A avaliação da organização sem fins lucrativos sugere que é preciso revitalizar rapidamente a base industrial marítima utilizando equipamentos e procedimentos modernos.
“A base industrial marítima dos EUA deve ser reconstituída rapidamente para atender às crescentes ameaças à segurança nacional”, salienta o documento.
Orçamento e Construção de Navios
No orçamento fiscal de 2027, apresentado pelo presidente Donald Trump, estão previstos 65,8 bilhões de dólares para a construção de navios, com a meta de produzir 18 embarcações de combate e 16 de apoio, o que dobraria a produção em comparação ao ano anterior. Essa iniciativa visa facilitar a fabricação de navios menos complexos, que não possuem sistemas de radar ou propulsão nuclear.
Em uma conferência da WEST, o comandante da Marinha, General Eric Smith, ponderou que a questão não se trata apenas de números, mas de garantir a motivação e a permanência dos profissionais no setor. “Não quero pagar 4 bilhões de dólares por um navio, mas é o que custa ter profissionais qualificados para construí-lo”, afirmou.
Situação Atual da Frota
Atualmente, a Marinha possui cerca de 295 navios, e esse número deve diminuir nos próximos anos, uma vez que mais embarcações estão sendo aposentadas do que as que entram em serviço. Há uma meta de manter uma frota de 381 navios ao longo dos próximos 30 anos para enfrentar as ameaças globais.
Com a continuidade do conflito no Irã, os Estados Unidos enviaram tropas adicionais para a região, incluindo a Tripoli Amphibious Ready Group, que conta com 5.000 soldados e diversos navios de guerra, como o USS Tripoli e o USS San Diego.
Recomendações do Relatório
O Center for Maritime Strategy elenca sete objetivos para fortalecer a base industrial marítima, incluindo a reforma do processo de design e a adoção de novas tecnologias. A ênfase está na importância de parcerias com aliados, como a Coreia do Sul, Itália, Canadá, Suécia e Reino Unido, para modernizar e complementar a capacidade de construção naval local.
Kenneth Braithwaite, ex-secretário da Marinha, ressalta que, para enfrentar os desafios futuros, os EUA devem explorar suas parcerias militares para revitalizar a indústria marítima aliada.
Esta análise levanta questões cruciais sobre como a estratégia de construção naval dos EUA poderá evoluir diante das crescentes exigências de segurança e colaboração internacional.
Fonte: www.defensenews.com







