Aumento Salarial para Policial Envolvida em Tiroteio em São Paulo
Novo reajuste ocorre após tragédia que resultou na morte de mulher em abril
A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, envolvida na morte de uma mulher durante um patrulhamento na zona leste de São Paulo no dia 3 de abril, receberá um aumento salarial de R$ 480. O reajuste é resultado da promulgação da Lei nº 18.442, que entrou em vigor em abril e promove mudanças na carreira da corporação.
Mudanças nas Carreiras
Com a nova legislação, as carreiras de soldados de 2ª e 1ª classe foram unificadas sob a patente de "soldado PM". Yasmin, que era soldado de 2ª classe desde janeiro de 2025, foi automaticamente promovida à nova graduação, informação divulgada no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira, dia 17. Essa alteração ocorreu duas semanas após o trágico incidente que levou seu afastamento da corporação.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o aumento não se trata de uma promoção, mas de uma adequação salarial obrigatória pela nova lei, que assegura que os soldados de 2ª classe não sofram redução nos vencimentos ao serem promovidos.
Tragédia em Cidade Tiradentes
Na madrugada do dia 3 de abril, Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, foi baleada no tórax por Yasmin durante uma abordagem policial no bairro Cidade Tiradentes. O conflito se iniciou quando a viatura da polícia colidiu com o braço do marido de Thawanna, que estava na calçada.
Após descer do veículo, Yasmin entrou em discussão com Thawanna e, segundo relatos, disparou contra a mulher. A soldado afirma ter sido agredida, mas essa alegação é contestada por testemunhas. O momento do disparo não foi registrado pela câmera do policial que dirigia a viatura, e Yasmin também não usava uma bodycam.
Após o disparo, o colega de Yasmin questionou os motivos do ataque. O socorro chegou cerca de meia hora depois, mas Thawanna foi levada ao Hospital Santa Marcelina e não sobreviveu aos ferimentos, falecendo algumas horas depois.
Thawanna, mãe de cinco filhos, lutava contra as consequências da hemorragia interna resultante do disparo. O caso está sob investigação pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM, com apreensão de outras instituições também analisando os fatos. A defesa de Yasmin ainda não se manifestou sobre o caso.
Fonte: www.folhape.com.br








