Navy Avalia Custos dos Novos Porta-aviões Ford: Vale a Pena Investir?

Marinha dos EUA Analisa Custo e Desenho de Novos Porta-aviões

Ex-secretário da Marinha destaca a importância da viabilidade financeira dos futuros navios em meio a cortes orçamentários.

Na última terça-feira, o ex-secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, informou à imprensa que a Marinha está avaliando o custo e o design de dois novos porta-aviões que pretende adquirir nos próximos anos. Phelan foi destituído de seu cargo na quarta-feira, pouco depois de suas declarações no simpósio Sea-Air-Space, realizado em Washington.

Phelan revelou que a Marinha está focada nos futuros porta-aviões da classe Gerald R. Ford, batizados de USS William J. Clinton e USS George W. Bush. O objetivo é garantir que os investimentos estejam alinhados ao orçamento da Marinha e às suas estratégias operacionais.

“É prudente e prático analisarmos os custos como porcentagem do orçamento e como isso se relaciona com o design das forças e nossas necessidades futuras”, afirmou Phelan.

Custos e Sustentabilidade em Foco

A análise não se limita apenas ao custo de construção dos novos porta-aviões, mas também inclui as despesas necessárias para sua manutenção e operação a longo prazo. O primeiro porta-aviões da classe Ford, o USS Gerald R. Ford, teve um custo estimado em cerca de 13 bilhões de dólares.

O USS George W. Bush está previsto para ser adquirido em 2034, embora não tenha sido divulgado um custo potencial. Por sua vez, o USS William J. Clinton deve ser entregue em 2040, com um custo de aquisição ainda não informado. No orçamento fiscal de 2026, a Marinha solicitou 612 milhões de dólares para o financiamento antecipado deste navio.

Comparação entre Classes de Porta-aviões

Phelan questionou se realmente há uma vantagem significativa no novo sistema de catapultas eletromagnéticas dos porta-aviões Ford em relação aos antigos porta-aviões da classe Nimitz. “A geração de surtidas é realmente tão maior? E quais são as implicações de custo desse catapulta elétrica? A Marinha afirma ter economizado 5 bilhões de dólares em questão de pessoal e manutenção, mas isso precisa ser verificado”, disse.

Os porta-aviões da classe Nimitz utilizam um sistema de catapultas movido a vapor, enquanto a classe Ford adota um sistema eletromagnético, projetado para aumentar a confiabilidade e reduzir a necessidade de manutenção.

Um comunicado da Marinha, divulgado em fevereiro, indicou que o sistema de lançamento eletromagnético do USS Gerald R. Ford resultou em um aumento na taxa de geração de surtidas, embora os dados ainda estejam sob análise.

Mudanças na Liderança da Marinha

Phelan deixou seu cargo de forma abrupta, com um comunicado do porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, informando que a demissão foi efetiva imediatamente. Embora a Marinha não tenha dado uma justificativa formal para a saída de Phelan, uma fonte anônima vinculada à administração afirmou que a decisão de mudar a liderança da Marinha foi tomada pelo presidente Donald Trump e pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth.

O ex-secretário foi informado sobre sua destituição pouco antes da divulgação pública do anúncio pelo Pentágono.

Essa análise inédita dos futuros porta-aviões é parte de uma revisão mais abrangente que está sendo aplicada a todos os programas da Marinha. O relato sobre os dois novos porta-aviões da classe Ford foi publicado no início de janeiro de 2025, quando a Marinha anunciou que os novos navios seriam nomeados em homenagem a Bill Clinton e George W. Bush.

A proposta de orçamento da defesa para fiscal de 2027, que soma 1,5 trilhão de dólares, destina 65,8 bilhões de dólares para a construção naval, com ênfase em 18 navios de combate e 16 naves auxiliares, como parte da iniciativa Golden Fleet, anunciada por Trump em dezembro passado.

Fonte: www.defensenews.com