Silas Malafaia se torna réu por injúria contra generais do Exército
Pastor é acusado de ofensas feitas durante ato em apoio a Jair Bolsonaro; julgamento no STF teve empate que favoreceu o réu.
O pastor Silas Malafaia foi oficialmente declarado réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros membros da corporação. A decisão foi tomada na última terça-feira, 28 de abril de 2026.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou a denúncia baseada em declarações de Malafaia feitas durante uma manifestação em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada em São Paulo no ano passado. Durante o ato, o pastor chamou os generais de “frouxos, covardes e omissos” e criticou a falta de comprometimento deles com suas funções.
Empate na votação
O julgamento no STF terminou em empate: 2 votos a 2. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram a favor da aceitação da denúncia por injúria e calúnia. Em contrapartida, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia entenderam que Malafaia deveria responder apenas por injúria. Nesse cenário de empate, prevaleceu a regra que favorece o réu, resultando na acusação de injúria, mas não de calúnia.
Defesa e alegações do pastor
A defesa de Silas Malafaia argumentou que o pastor utilizou “palavras fortes” de maneira genérica, sem direcionar suas críticas especificamente a Tomás Paiva. Além disso, os advogados alegaram que Malafaia se retratou por suas declarações e sustentaram que ele não deveria ser julgado pelo STF, uma vez que não possui foro privilegiado.
O desdobramento desse caso pode ter implicações significativas tanto para Malafaia quanto para as relações entre as forças armadas e figuras públicas na política brasileira.
Fonte: www.leiaja.com








