Internação de Maradona: Testemunha Revela Falta de Equipamentos Básicos – Saiba Todos os Detalhes!

Médico questiona atendimento domiciliar após neurocirurgia de Diego Maradona

Depoimento no julgamento revela falhas graves nas condições de assistência ao ícone do futebol argentino

Na manhã desta terça-feira (2), o neurocirurgião Rodolfo Benvenuti, que supervisionou a cirurgia de Diego Maradona, fez declarações impactantes sobre o atendimento domiciliar que se seguiu à operação do ex-jogador, durante um julgamento em San Isidro, na Argentina. Maradona faleceu em novembro de 2020, e as circunstâncias de sua morte estão sob investigação.

Benvenuti destacou que a autorização para o atendimento domiciliar deveria ter sido reavaliada caso a estrutura necessária não estivesse disponível. "Se todos os elementos necessários não estivessem presentes na casa, o esquema jamais deveria ter sido autorizado", afirmou o médico.

Falhas na estrutura de atendimento

O neurocirurgião relembrou que antes de Maradona deixar a clínica, houve discussões sobre como garantir uma assistência adequada, que incluía monitoramento 24 horas e uma equipe médica pronta para emergências. No entanto, a promotoria apresentou uma gravação de Mariano Perroni, coordenador de enfermagem, que alertava sobre a inadequação da estrutura disponível. "Estamos mal preparados para uma emergência. É inaceitável que não haja um guia médico ou uma bolsa de soro disponível", dizia Perroni no áudio.

Após ouvir a gravação, Benvenuti reiterou que, se as reclamações se confirmassem, a assistência prestada a Maradona era claramente "insuficiente".

O que aconteceu com Maradona?

Diego Maradona passou por uma cirurgia em 3 de novembro de 2020 para tratar um hematoma subdural. Depois, foi transferido para uma casa em Tigre, onde faleceu em 25 de novembro, em decorrência de um edema pulmonar e parada cardiorrespiratória.

O julgamento que está em andamento busca esclarecer as responsabilidades dos profissionais que acompanharam Maradona, especialmente durante o período de cuidados domiciliares, que tem gerado muitas dúvidas sobre sua adequação.

Depoimentos e pressões no ambiente médico

Benvenuti, que foi convocado para dar um parecer sobre o procedimento cirúrgico, detalhou que esteve presente durante a operação e que Leopoldo Luque, médico pessoal de Maradona e um dos réus do caso, ficou visivelmente angustiado ao saber que não poderia realizar a cirurgia sozinho. "Em certo momento, disse que estavam tirando dele a oportunidade da sua vida", relembrou Benvenuti.

Sete profissionais de saúde estão enfrentando acusações de homicídio com dolo eventual, o que implica em conhecimento sobre os riscos envolvidos e pode levar a penas de até 25 anos de prisão. O julgamento, que ocorrerá em duas audiências semanais, deve se estender até pelo menos julho deste ano.

Fonte: www.folhape.com.br