EUA Buscam Ampliar Aliança de Segurança na América Latina, Afirma Marco Rubio
Secretário de Estado destaca a adesão de mais de 14 países e espera que novas lideranças fortaleçam a coalizão contra o narcotráfico e o terrorismo.
Nesta quarta-feira (3), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, manifestou otimismo com relação à aliança de segurança iniciada pelo ex-presidente Donald Trump em março. O funcionamento dessa coalizão, que já conta com a participação de mais de 14 países da América Latina e do Caribe, foi discutido durante audiência no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.
Expectativa de Crescimento da Aliança
Rubio destacou que a coalizão, conhecida como Escudo das Américas, surgiu em resposta a crescentes desafios de segurança na região. Ele acredita que, com as próximas eleições em vários países, o número de nações participantes deve aumentar. "Acreditamos que este número aumentará nos próximos meses, à medida que as eleições mudem a liderança em vários países", afirmou.
Um Encontro Marcante
Liderada por Trump, a reunião que deu origem à aliança aconteceu na Flórida e contou com a presença de aproximadamente metade dos países latino-americanos. Essa união reflete a guinada conservadora que a região vem enfrentando, com países como Argentina, Chile, El Salvador e Equador à frente desse movimento.
Desdobramentos na Colômbia
Recentemente, Trump comemorou a progressão de Abelardo de la Espriella, candidato de extrema direita à presidência da Colômbia, para o segundo turno das eleições. De la Espriella manifestou seu apoio aos projetos de segurança de Trump e declarou sua intenção de incluir a Colômbia na coalizão para combater o narcotráfico.
Eleições no Brasil e Preferências Políticas
O Brasil, a maior nação da América Latina, está a poucos meses de suas eleições, previstas para outubro. Trump já expressou preferência pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em detrimento do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se mantém próximo a Trump e enfrenta problemas legais relacionados a um golpe de Estado.
Com essa movimentação internacional, as relações e políticas de segurança na América Latina continuam a se desenhar sob a influência dos Estados Unidos, enquanto novos governos surgem e moldam o futuro da região.
Fonte: www.folhape.com.br








