França Apresenta Novo Sistema de Comando Militar com Inteligência Artificial em Exercício da OTAN
Arcadia, desenvolvido em parceria com empresas locais, surge como alternativa ao sistema Maven da Palantir
A França está prestes a testar seu novo sistema de comando militar, chamado Arcadia, durante um exercício de interoperabilidade da OTAN, marcado para este mês na Polônia. O general Patrick Justel, chefe adjunto do Estado-Maior do Exército francês, destacou que o Arcadia representa uma alternativa ao sistema Maven, desenvolvido pela Palantir Technologies.
Colaboração Local e Avanços em Tecnologia Militar
O Arcadia foi desenvolvido em conjunto com várias empresas locais, incluindo Mistral AI, Safran.AI, Thales e Airbus. O sistema já foi testado em exercícios anteriores, como Dacian Fall, na Romênia, e Orion 26, na França. Justel mencionou que, apesar do avanço do Maven, a França está atenta às questões de soberania digital e à necessidade de buscar soluções próprias para garantir segurança e eficiência nos comandos.
Questionando a Interoperabilidade do Maven
Desde agosto de 2025, os militares da OTAN começaram a treinar com o sistema Maven, que é o primeiro software de comando e controle com inteligência artificial adotado pela aliança. A plataforma, que integra grandes quantidades de dados de campo, visa auxiliar os comandantes em tomadas de decisão rápidas. No entanto, Justel levantou preocupações sobre a interoperabilidade entre os sistemas da OTAN e o Maven, que, segundo ele, não atende plenamente aos padrões de Comando e Controle da Aliança.
França em Progresso e Colaboração Europeia
Além do exercício na Polônia, a França pretende propor o Arcadia a seus parceiros europeus, muitos dos quais estão demonstrando interesse em soluções alternativas ao Maven. O general ressaltou que, em conversas com outros países, a resposta frequente tem sido positiva, com a ideia de que uma solução europeia poderia ser mais vantajosa e colaborativa.
Sistema Descentralizado e Abertura à Inovação
O Arcadia é projetado para ser um sistema descentralizado, evitando a dependência de uma única base de dados. Justel explicou que essa estrutura permite maior resiliência e autonomia em caso de ataques ou perda de conexão. A arquitetura aberta do sistema convida a colaboração de diferentes fabricantes de inteligência artificial, promovendo um ambiente de compartilhamento de dados sem a exclusividade das informações.
Avanços em Ferramentas de Campo
Adicionalmente, a estrutura do Exército francês inclui o modelo de linguagem Berthier, projetado para apoiar oficiais em operações. Batizado em homenagem ao chefe de Estado-Maior de Napoleão, Berthier auxilia na síntese de informações e na formulação de propostas de ação, deixando as decisões estratégicas para os comandantes.
Com essas inovações, a França busca não apenas garantir sua soberania digital, mas também se posicionar como líder em tecnologia militar entre os parceiros europeus e na OTAN.
Fonte: www.defensenews.com







