Austrália Avança na Produção de Munição de 155mm: O Que Isso Significa para a Segurança Global

Austrália Investe R$ 72 Milhões em Produção de Munições para a Defesa

Fabricação de projéteis de artilharia M795 será realizada na Queensland a partir de 2028

A Austrália anunciou um investimento significativo de A$ 72 milhões (aproximadamente R$ 51 milhões) para estabelecer uma linha de produção dos projéteis de artilharia M795 de 155mm. A parceria foi firmada com a Rheinmetall Nioa Munitions (RNM) e foi revelada no dia 8 de junho.

Produção em Queensland

A nova linha começará a funcionar na unidade de Maryborough, em Queensland, e é um marco importante, pois representa a primeira vez que os projéteis M795 serão fabricados fora da América do Norte. A demanda por esse tipo de munição é crescente, especialmente em função do intenso uso no conflito na Ucrânia, onde são disparados entre 5.500 e 6.000 tiros diariamente.

Os projéteis M795 são utilizados pelo como o obus rebocado M777A2 e pelo obus autopropulsado AS9 Huntsman, que está entrando em operação. Além das Forças Armadas australianas, a munição também será oferecida a outros países aliados.

Mudança de Estratégia

Este novo contrato reverte uma decisão anterior de 2024, que havia solicitado à Thales Australia o desenvolvimento de uma capacidade de forjamento de projéteis em um local público em Benalla. A RNM já opera a produção de projéteis 155mm desde junho de 2022, e suas cápsulas são enviadas para a Alemanha, onde são finalizadas para envio à Ucrânia.

Analistas consideraram mais sensato alocar o contrato M795 a uma instalação já existente, em vez de iniciar uma nova linha de produção do zero. Em junho de 2025, a Austrália cancelou o prêmio para a Thales.

Retorno para Thales Australia

Apesar da decisão, a Thales Australia receberá um investimento de A$ 9,2 milhões para modernizar uma linha de produção de projéteis navais de 5 polegadas no local em Benalla.

Aumento da Capacidade de Produção

A produção dos M795 na fábrica de Maryborough terá um ritmo de 15.000 unidades por ano, com uma capacidade adicional de 100.000 projéteis por ano em períodos de pico. O Ministério da Defesa austríaco destacou que a fabricação interna dos projéteis garantirá um controle melhor da cadeia de suprimentos, reduzindo prazos de entrega e melhorando a preparação das Forças Armadas em momentos de conflito.

Atualmente, a Austrália enfrenta uma lacuna em sua soberania, pois não consegue carregar, montar e embalar explosivos dentro dos projéteis de 155mm.

Tecnologia Avançada

A Nioa classifica sua instalação como a mais avançada do mundo em produção de munições. O gerente geral de Armas e Munições da Nioa, Mick Ahern, afirmou que a fábrica de Maryborough já opera três turnos por dia, alcançando uma capacidade de produção de 3.500 corpos de projéteis mensais.

O investimento aussie demonstra um comprometimento crescente com a segurança e a autossuficiência na área de defesa.

Fonte: www.defensenews.com