Vulnerabilidades dos Veículos Blindados do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA são Levadas em Questão por Pesquisadores do Congresso
Relatório aponta desafios enfrentados pelos veículos anfíbios em operações modernas no contexto da guerra na Ucrânia
Pesquisadores do Congresso dos EUA estão levantando preocupações sobre a vulnerabilidade dos novos Veículos Anfíbios de Combate (ACV) do Corpo de Fuzileiros Navais, especialmente à luz das lições aprendidas no conflito da Ucrânia, onde veículos blindados têm sido seriamente afetados por drones e munições guiadas. O relatório da Congressional Research Service, divulgado nesta terça-feira, destaca como a guerra atual tem remodelado as perspectivas de segurança no campo de batalha.
Impacto dos Drones na Operação Anfíbia
Os ACVs foram projetados para oferecer suporte de fogo direto para os fuzileiros que atacam a pé. No entanto, o relatório questiona: "Quão vulneráveis são esses veículos durante operações anfíbias e em terra?". Além disso, os pesquisadores se perguntam se o Corpo de Fuzileiros está considerando adaptações para aumentar a sobrevivência dos ACVs, baseando-se nas experiências do conflito na Ucrânia.
Recentemente, o Corpo de Fuzileiros Navais contratou a Anduril para fornecer um sistema de defesa contra drones, conhecido como Pulsar-L. Este sistema é capaz de detectar e neutralizar drones de pequeno porte.
Expansão e Necessidade de Veículos
Outro ponto de atenção do relatório é a possível expansão das forças do Corpo de Fuzileiros, que pode demandar a aquisição de mais ACVs, cada um custando cerca de US$ 6 milhões. Um estudo de força sugeriu a adição de mais de 6.500 soldados até 2032, aumentando a pressão sobre as já limitadas aquisições de veículos.
Atualmente, o plano é adquirir 608 ACVs, abrangendo variantes como o ACV-P, veículo de comando, e o ACV-30, com armamento de 30mm. Um contrato recente de US$ 230 milhões foi concedido à BAE para a produção de 32 ACVs com o propósito de recuperação.
Desafios Operacionais e Melhorias Necessárias
Os ACVs enfrentam desafios, incluindo questões de peso, já que pesam cerca de 35 toneladas. Uma solicitação do Departamento da Marinha pede a redução do peso dos veículos, visando melhorar a eficiência do combustível e a estabilidade durante operações.
Ademais, problemas de corrosão causados pela exposição ao ambiente salino foram identificados como desafios significativos,. Essas condições exigem soluções que não apenas reduzam o peso, mas também abordem os problemas de corrosão.
Perspectivas Futuras
À medida que o Corpo de Fuzileiros Navais continua a avaliar suas capacidades e desafios operacionais, a eficácia dos Veículos Anfíbios de Combate se torna cada vez mais crucial. As lições aprendidas em contextos de combate real, como a guerra na Ucrânia, moldarão as decisões estratégicas e táticas da força em um mundo militar em evolução.
Fonte: www.defensenews.com








