Exército dos EUA firma contrato de até R$ 9,4 bilhões com Anduril para sistema de comando e controle
A iniciativa marca a transição de software de batalha para o campo e promete modernizar a comunicação tática nas forças armadas.
No dia 30 de setembro, o Exército dos Estados Unidos anunciou um contrato com a Anduril Industries que pode alcançar até R$ 9,4 bilhões nos próximos cinco anos. O objetivo é ajudar na transição do novo software de combate da fase de experimentação para a implementação em campo.
A Anduril já esteve envolvida no desenvolvimento do protótipo do sistema de Comando e Controle da Próxima Geração (NGC2) para a 4ª Divisão de Infantaria. Com sua reconhecida tecnologia de inteligência artificial, o sistema Lattice, a empresa visa facilitar a integração de novos sistemas sem a necessidade de reformular toda a arquitetura existente.
Integração de sistemas
O contrato assegura à Anduril um valor inicial de R$ 804 milhões para continuar seu trabalho no desenvolvimento da base de dados comum do NGC2, que será adotada na I Corps, responsável por unidades situadas na área do Indo-Pacífico. O NGC2 possibilitará que armas, sensores e aplicativos operem de forma interconectada, aumentando a agilidade na tomada de decisões durante operações militares.
Com a expansão do sistema NGC2 para a I Corps, as tecnologias precisarão se adaptar para manter a conectividade, mesmo à distância e em condições desfavoráveis de comunicação. Isso representa uma oportunidade valiosa para o Exército e a Anduril testarem a eficiência do fluxo de informações nas mais diversas situações.
Testes em condições reais
Em julho de 2026, o Exército realizará um evento de dez dias, o Project Convergence-Capstone 6, em Fort Irwin, na Califórnia. O exercício contará com a participação de 10 mil membros das forças armadas dos EUA, aliados e parceiros da indústria, que testarão 90 tecnologias para o NGC2.
Após esses testes, a Anduril foi contratada para desenvolver o protótipo do software, o que foi precedido por várias operações em conjunto com o Exército ao longo do último ano, onde o sistema NGC2 foi colocado à prova em situações de ataque cibernético e eletromagnético.
Aceleração na implementação
O NGC2 está projetado para substituir o antigo sistema de comando e controle do Exército, que já é utilizado para coordenação de logística, controle de fogo e espaço aéreo. As lideranças militares enfatizam a urgência na adoção do NGC2, reconhecendo que a velocidade na implementação dessa tecnologia é crucial para a segurança nacional.
“O maior risco para nossa segurança e defesa nacional não é agir rápido demais. É agir devagar demais”, afirmou Dan Driscoll, ex-secretário do Exército. Ele destacou que a capacidade de detectar alvos e processar dados rapidamente é uma vantagem decisiva em ambientes de combate.
Essa nova fase pode transformar a maneira como as forças armadas americanas operam, potencializando sua eficácia e capacidade de resposta em cenários cada vez mais complexos.
Fonte: www.defensenews.com







