Após Interdição Ética: Saúde de Olinda Continua em Crise, Revela Coren-PE – Descubra os Detalhes!

Problemas Persistem em Unidades de Saúde de Olinda Dois Meses Após Interdição Ética

Inspeção revela que falta de assistência e estrutura ainda afeta milhares de usuários

Dois meses após a interdição ética imposta pelo Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE), um novo relatório aponta que as unidades básicas de saúde de Olinda continuam enfrentando sérios problemas. A fiscalização, realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs) Base Rural, em Ouro Preto, e Tabajara II, em Cidade Tabajara, revelou a gravidade da situação.

Na USF Base Rural, cerca de 5 mil usuários estão sem assistência de enfermagem desde 25 de junho. Isso inclui 26 gestantes que não estão recebendo pré-natal, aproximadamente mil mulheres em idade fértil sem acesso a serviços de planejamento reprodutivo e exames importantes, além de 300 pacientes hipertensos e diabéticos, e 30 pessoas que necessitam de trocas frequentes de curativos.

Vacinação e Estrutura Comprometidas

A interrupção dos serviços de vacinação é outro ponto alarmante. Localizada em uma área rural, a USF Base Rural recebeu apenas intervenções de pintura superficial, sem resolver problemas de infiltração, umidade e mofo que persistem no local. Além disso, o encaminhamento dos usuários para policlínicas distantes está dificultando o acompanhamento necessário.

Na USF Tabajara II, os atendimentos foram transferidos para a USF Tabajara I, que agora atende uma população estimada em 10 mil pessoas — o dobro do número anterior. A fiscalização detectou a falta de materiais básicos, como curativos e seringas adequadas para vacinar crianças menores de dois anos.

Profissionais em Números Insuficientes

O Coren-PE também apontou que o número de profissionais de enfermagem é insuficiente. Atualmente, a USF Tabajara I conta apenas com uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem para atender cerca de 100 pacientes diários. De acordo com a Portaria GM nº 2.436, cada equipe de enfermagem deveria atender entre 2 mil e 3,5 mil pessoas, demonstrando que a situação ultrapassa os limites recomendados.

A chefe do Departamento de Fiscalização do Coren-PE, Ivana Andrade, destacou que a falta de soluções efetivas da Secretaria Municipal de Saúde de Olinda afeta a continuidade da assistência.

Estratégia Frágil e Emergência de Saúde Pública

Ivana comentou: “Estamos falando de aproximadamente 5 mil pessoas que ficaram sem acesso a serviços essenciais de saúde. Quando a Atenção Primária falha, doenças se agravam e problemas que poderiam ser evitados chegam às policlínicas e hospitais."

Ela também ressaltou que o descumprimento dos parâmetros de atendimento estabelece uma situação alarmante para a população vulnerável que não tem acesso contínuo à saúde. As unidades que passaram pela interdição ética já atendiam números muito acima dos limites aceitáveis, agravando ainda mais a crise.

Diante da gravidade da situação, o Coren-PE reiterou à Prefeitura de Olinda a necessidade urgente de adequações nas instalações físicas e um novo planejamento para recompor as equipes de enfermagem. O conselho planeja acionar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o Ministério da Saúde em busca de uma solução eficaz para esses problemas persistentes.

Fonte: blogpontodevista.com