Explosão na Colômbia Deixa 14 Feridos Perto da Posse do Novo Presidente
Atentado ocorre em meio ao aumento da violência no país e gera condenação de autoridades
Uma explosão provocada por guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) deixou 14 feridos neste sábado (1º) em Cúcuta, no noroeste da Colômbia, próxima à fronteira com a Venezuela. O ataque aconteceu a apenas seis dias da posse do presidente eleito Abelardo de la Espriella.
Detalhes do Ataque
Durante a madrugada, um caminhão recheado de explosivos foi detonando, ferindo 11 policiais e três civis. Entre os feridos, dois policiais estão em condição crítica, de acordo com informações do governador do departamento de Norte de Santander, William Villamizar. A explosão também destruiu fachadas de edifícios e gerou um cenário de destruição, com imagens do local sendo amplamente divulgadas.
Reações à Violência
De la Espriella, que assumirá a presidência em 7 de agosto, manifestou sua indignação nas redes sociais, condenando o que classificou como "covarde atentado terrorista". Ele afirmou que a violência não intimidará os colombianos em sua busca pela paz. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, também se pronunciou, denunciando os "narcoterroristas do ELN" e aumentando a recompensa para capturar os responsáveis.
Medidas de Segurança para a Posse
A posse de De la Espriella será marcada por um esquema de segurança reforçado, com cerca de 11 mil soldados e policiais mobilizados. O evento, que tradicionalmente ocorre em Bogotá, foi transferido para Cali, devido a preocupações com a segurança na capital.
O Contexto Político Atual
Abelardo de la Espriella, advogado milionário da extrema direita, sucederá Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da Colômbia, que buscou negociar a paz com grupos armados. O novo presidente promete adotar uma postura mais rígida em relação aos guerrilheiros e ao narcotráfico, com apoio esperado dos Estados Unidos e Israel.
A recente onda de violência, incluindo atentados e ataques com drones, marca um cenário político tenso. As eleições de 2026 foram permeadas por conflitos, como o assassinato do pré-candidato à presidência Miguel Uribe Turbay, baleado durante um comício em Bogotá.
O secretário de Segurança do departamento, George Quintero, chamou o ataque de "fato atroz" e a ONU condenou o "ataque indiscriminado", que gerou medo na população.
Enquanto isso, o presidente Gustavo Petro, que está em Cuba, ainda não se manifestou oficialmente sobre o atentado, concentrando-se em conversas sobre a política de sanções dos Estados Unidos. A nova administração promete ser uma mudança significativa em relação à abordagem anterior no combate ao narcotráfico e à violência no país.
Fonte: www.folhape.com.br






