Ameaça Terrorista em Ascensão na África, Aponta Análise Estratégica
Relatório revela crescimento de grupos jihadistas, desafiando a segurança regional e global
Um novo relatório do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) destaca a crescente ameaça do terrorismo na África, com ênfase nos avanços de grupos como Al Shabaab e afiliados do Estado Islâmico. O estudo, que faz parte da avaliação anual de risco global, classifica o aumento das capacidades terroristas como a maior incerteza do continente.
Cenário Preocupante
De acordo com a análise, muitas organizações terroristas africanas estão em ascensão, diferentemente de seus equivalentes no Oriente Médio. O documento observa que esses grupos possuem forças de combate maiores, recursos financeiros amplos e conseguem se movimentar livremente por vastas áreas.
Além disso, a utilização de sistemas aéreos não tripulados e inteligência artificial tem potencializado a eficácia das operações terroristas. O relatório salienta que a inovação tecnológica traz desafios inéditos, exigindo respostas mais criativas por parte dos Estados.
Al Shabaab no Centro das Atenções
O Al Shabaab, ligado à Al Qaeda e baseado na Somália, é descrito como a organização terrorista mais poderosa da África, com interesses claros em atacar alvos americanos. No entanto, os autores do estudo não consideram a possibilidade de um ataque iminente à segurança interna dos EUA, citando que o grupo parece focado em objetivos regionais, o que reduz a probabilidade de um ataque em solo americano.
Crescimento do Estado Islâmico na África
A análise da ACLED, uma organização sem fins lucrativos que coleta dados sobre conflitos, revela que quase 80% das atividades do ISIS ocorreram na África em 2025, um aumento de 50% em relação ao ano anterior. No centro desse crescimento está o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP), que se destaca como um forte desafio ao Al Shabaab e atua como um centro de inteligência e logística para as filiais do ISIS na região.
O relatório menciona que o ISWAP recebeu apoio externo, incluindo treinadores que aprimoram suas capacidades em operações com drones, montagem de explosivos e táticas militares.
Desafios na Estratégia Anti-Terrorismo dos EUA
A administração Trump tem concentrado esforços na estratégia de combate ao terrorismo na África em duas frentes principais: Somália e Nigéria. O comando africano dos EUA, o AFRICOM, aumentou os ataques aéreos e os esforços de treinamento nessa região. Entretanto, essa intensificação ocorre em um contexto de redução de 75% na presença militar americana no continente.
O general Dagvin Anderson, chefe do AFRICOM, advertiu sobre a criação de um “buraco negro de inteligência” devido à retirada de forças americanas e aliadas. Ele ressaltou que a diminuição de recursos compromete a capacidade de resposta a crises na região.
Este cenário alarmante destaca a complexidade e os desafios da luta contra o terrorismo na África, exigindo uma abordagem mais robusta e inovadora das autoridades locais e internacionais.
Fonte: www.defensenews.com








