Brasil e Argentina se enfrentam em amistoso, e campanha contra violência de gênero é lançada
Ministérios do Esporte e das Mulheres promovem iniciativa para conscientizar sobre a violência contra as mulheres no futebol
Na noite desta terça-feira (13), a Arena de Pernambuco foi palco de um amistoso entre Brasil e Argentina, mas antes da partida, os Ministérios do Esporte e das Mulheres, em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), lançaram a campanha “Papo de Homem – No futebol, a violência não entra em campo”.
Conscientização através do futebol
O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, a secretária executiva da Mulher, Eutália Barbosa, e Juliana Agatte, Secretária Extraordinária da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, participaram de uma coletiva com a imprensa onde discutiram a importância da campanha. A proposta é aproveitar o alcance do futebol para mobilizar os homens na luta contra a violência de gênero.
Durante a coletiva, um vídeo foi exibido, contando com a participação de jogadores da Seleção Brasileira, como Vini Jr. e Douglas Luiz, que reforçaram a mensagem de conscientização aos torcedores. “É fundamental falar com todas as idades, especialmente com os jovens, que são o futuro que queremos construir”, afirmou Cordeiro.
A importância de discutir gênero
Eutália Barbosa destacou que a sociedade brasileira enfrentou um período em que o debate sobre gênero foi silenciado, o que resultou em um aumento da violência contra as mulheres. “Estamos empenhados em mudar essa realidade e fazer com que a juventude se preocupe com assuntos mais construtivos, afastando-se da violência”, complementou.
Plano Nacional do Legado Social
O encontro também trouxe à tona o Plano Nacional do Legado Social e Esportivo da Copa do Mundo Feminina 2027, que visa transformar a mobilização do evento em políticas permanentes para aumentar a segurança e as oportunidades para meninas e mulheres no futebol.
Juliana Agatte explicou que uma das medidas principais dessa iniciativa será fomentar o futebol feminino através da educação. “Queremos que o futebol feminino se torne autônomo em relação ao masculino e estamos trabalhando para desenvolver um modelo de negócios adequado para isso”, afirmou.
Além disso, a secretária ressaltou a importância de incentivar a prática do futebol nas escolas, ampliando as oportunidades para as meninas praticarem o esporte.
A campanha e o plano demonstram um esforço conjunto para transformar a cultura do futebol brasileiro e promover a igualdade de gênero no esporte, uma luta que se intensifica à medida que se aproxima a Copa do Mundo Feminina.
Fonte: www.folhape.com.br








