Brasil terá segundo turno na eleição presidencial da Colômbia
Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda se enfrentarão em 21 de junho após uma disputa apertada no primeiro turno
Neste domingo, 31 de outubro, a eleição presidencial da Colômbia teve um resultado surpreendente: o advogado de extrema direita Abelardo de la Espriella conquistou 43,77% dos votos, superando o senador de esquerda Iván Cepeda, que obteve 40,9%. O segundo turno ocorrerá em 21 de junho, uma data que promete intensificar ainda mais a polarização no país.
Cenário eleitoral tenso
A enxurrada de violência que assola a Colômbia nos últimos anos foi o pano de fundo para a campanha eleitoral. De la Espriella, conhecido por suas propostas rigorosas contra o crime, planeja criar megapresídios e até realizar bombardeios, atraindo atenção por suas ideias polêmicas. O advogado já se destacou defendendo figuras controversas, incluindo narcotraficantes e celebridades esportivas.
Por outro lado, Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro, busca fortalecer seu apoio entre eleitores de classes mais baixas e adeptos de políticas voltadas para a inclusão social. Cepeda, cuja figura está ligada a um legado de luta por direitos humanos, tinha como objetivo vencer já no primeiro turno.
Apoios estratégicos podem mudar o jogo
A senadora Paloma Valencia, que ficou em terceiro lugar com 6,9% dos votos, anunciou seu apoio a De la Espriella. Este respaldo é considerado crucial para o advogado, que pode assim consolidar um bloco de direita para enfrentar Cepeda.
“Vamos mudar a história da Colômbia para sempre”, declarou De la Espriella após conhecer os resultados. Enquanto isso, a equipe de Cepeda vivenciou momentos de desânimo, com muitos se sentindo frustrados pela reviravolta na votação.
Polarização e incerteza marcam a campanha
O clima durante a campanha foi marcado por polarização e medo, refletindo o histórico recente de violência política na Colômbia. Enquanto os apoiadores de De la Espriella expressavam seu patriotismo, muitos independentemente do lado, relataram a ausência de debates entre os candidatos como um fator preocupante.
O diretor de Ciência Política da Universidade dos Andes, Felipe Botero, comentou sobre a surpresa do resultado: “As pesquisas sugeriram que seria o contrário.” De fato, isso coloca Cepeda em uma posição difícil enquanto ele tenta dar continuidade a um governo progressista que visa promover mudanças sociais significativas.
As próximas semanas prometem ser intensas, com ambos os lados tentando conquistar eleitorado e reforçar seus argumentos em um cenário de grande expectativa.
Fonte: www.folhape.com.br








