Inovações em Drones Transformam Treinamento Militar da 101ª Divisão Aerotransportada
Soldados testam novos usos de drones em exercícios de combate, buscando aumentar a eficácia em operações de guerra.
Em um importante exercício realizado no Centro de Treinamento de Prontidão Conjunta, em Fort Polk, Louisiana, a 101ª Divisão Aerotransportada dos Estados Unidos, identificada como a principal unidade experimental do Exército desde 2023, explorou maneiras inovadoras de integrar drones às operações militares. Durante o treinamento em abril, a 3ª Brigada Móvel de Combate da divisão trouxe mais de 500 drones, incluindo cerca de 150 unidades de ataque que foram projetadas pela própria equipe.
A Revolução no Uso de Drones
O Coronel Ryan Bell, comandante da brigada, destacou a importância da quantidade de drones disponíveis. Segundo ele, "Precisamos tratar os drones como munição". Em operações de combate sustentadas, Bell estimou que uma brigada requer entre 1.000 e 1.500 drones por semana.
Os drones construídos pela brigada, chamados "Attritable Battlefield Enabler [ABE] 1.01", representam um avanço significativo. Com o auxílio de impressão 3D e da Diretoria de Integração Robótica e Autônoma, localizada em Fort Campbell, Kentucky, a brigada desenvolveu inovações que atendem diretamente às suas necessidades.
Melhorias Práticas no Campo de Batalha
Bell explicou como a Brigada estava realizando atividades que podem ser realizadas por drones, ao invés de expor soldados a riscos desnecessários. Por exemplo, uma nova adaptação permitiu que drones lançassem ganchos de escalada a distância, eliminando a necessidade de enviar soldados para superar obstáculos perigosos.
Para facilitar ainda mais o avanço, a divisão também criou munições impressas em 3D, capazes de romper cercas de arame farpado, e adicionou capacidades de "mãe" para os drones de reconhecimento, ampliando seu alcance operacional.
O Futuro do Combate
Com o aumento da tecnologia e do uso de drones, a visão do exército é de ter uma linha de frente composta principalmente por máquinas, capazes de eliminar obstáculos até a chegada de operadores humanos. Bell disse que desafiou um de seus comandantes a implementar uma violação completa de trincheiras com o uso de drones.
O plano resultou na destruição de sensores e alvos inimigos usando drones de reconhecimento, seguidos por 25 ABEs que atacaram posições específicas. A missão foi um sucesso, com os soldados chegando a uma área de combate onde todos os alvos já haviam sido eliminados, economizando tempo e recursos.
Desafios e Necessidades Futuras
Embora os testes tenham mostrado um novo e eficaz método de combate, a brigada enfrenta desafios significativos. Bell enfatizou que a divisão não tem capacidade para produzir a quantidade necessária de drones, e que a colaboração com a indústria será crucial para resolver essa questão.
"Estamos tentando identificar as capacidades necessárias para que possamos lutar, de forma que a indústria possa nos ajudar a resolver esses problemas de produção", concluiu Bell. O futuro das operações militares parece promissor com a integração de tecnologia de drones, mas a escalabilidade e a produção serão fundamentais para o sucesso da estratégia.
Fonte: www.defensenews.com








