Conselho de Ética Suspende Três Deputados: Motim na Câmara Revela Crise Política!

Deputados são suspensos por 60 dias após motim na Câmara em defesa de anistia a golpistas

Decisão do Conselho de Ética se dá após protestos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e gera reações acaloradas entre os parlamentares.

Na última terça-feira (5), o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu suspender por 60 dias os mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). A medida foi motivada pela quebra de decoro durante um motim realizado por esses parlamentares no plenário em novembro de 2025, onde protestaram em favor da anistia aos golpistas condenados após os eventos de 8 de janeiro.

Próximos passos da decisão

Após a aprovação da suspensão, o resultado ainda precisa ser confirmado em plenário, onde são necessários pelo menos 257 votos para ratificar a decisão. Os deputados suspensos têm a opção de recorrer da deliberação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Contexto do protesto

O motim ocorreu em agosto de 2025, quando deputados e senadores da oposição pernoitaram na Casa, obstruindo as sessões em protesto pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eles demandavam a votação de um projeto de lei que previa anistia para os envolvidos nos atos de janeiro. Em resposta, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitou o afastamento de 14 deputados que participaram da ação.

Decisão do Conselho de Ética

Após nove horas de debates, os pareceres do Conselho de Ética foram aprovados. O deputado Pollon foi suspenso com 13 votos a favor e 4 contra, enquanto os deputados Van Hattem e Zé Trovão tiveram suas suspensões aprovadas por 15 votos a 4.

Reação dos deputados

Zé Trovão classificou a suspensão como uma forma de perseguição e afirmou estar disposto a retomar a Mesa da Câmara em defesa de seu eleitorado. "Se for preciso, assim eu o farei", declarou.

Na mesma linha, Pollon defendeu que nunca quebrou o decoro durante seu mandato. "Sempre mantive um debate de alto nível, mas a injustiça que estamos vendo em nosso país é absurdo", lamentou.

Por outro lado, Marcel van Hattem argumentou que o motim foi uma manifestação pacífica, ressaltando que em outras instâncias, como no Senado, houve bom senso e respeito à democracia. “Aqui estamos vendo a mais pura e simples perseguição”, disse ele.

O desenrolar desse caso promete seguir sendo um tema quente nas próximas semanas na Câmara dos Deputados, à medida que a confirmação da suspensão se aproxima e os deputados ponderam seus próximos passos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br