Coren-PE Interdita Unidades de Saúde em Olinda: Descubra os Motivos da Fiscalização!

Coren-PE Interdita Unidades de Saúde em Olinda devido a Irregularidades

Decisão ocorre após fiscalização que revelou problemas sérios nas condições de trabalho e atendimento

O Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) anunciou nesta quinta-feira (25) a interdição ética de duas unidades de saúde em Olinda, na região metropolitana do Recife. As interdições, que visam garantir a qualidade do atendimento e a segurança dos profissionais, foram motivadas por uma fiscalização que encontrou diversas irregularidades.

Unidades afetadas

As unidades afetadas são a Unidade de Saúde da Família (USF) Base Rural, localizada no bairro de Ouro Preto, e a USF Tabajara II. A ação contou com a participação de representantes do Coren-PE, incluindo membros do Plenário, da Procuradoria-Geral da autarquia e do Departamento de Fiscalização.

Problemas identificados

De acordo com o Coren-PE, as interdições seguiram a Resolução nº 565/2017 do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Entre os problemas detectados estavam infiltrações, mofo, falta de insumos e medicamentos, um déficit de profissionais que sobrecarrega a equipe, condições insalubres, além da falta de estrutura adequada para os atendimentos. Especificamente na USF Tabajara II, foi relatado esgoto a céu aberto e falta de acessibilidade.

"A decisão foi tomada em virtude das graves irregularidades encontradas, que comprometem a segurança tanto dos pacientes quanto dos profissionais de enfermagem", afirmou Ana Caroline Novaes Soares, conselheira do Coren-PE.

Ao lado das autoridades

A operação contou com o apoio de policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco, que garantiram a segurança da equipe durante o cumprimento da medida.

Notificações ignoradas

Antes de realizar as interdições, o Coren-PE notificou a Prefeitura de Olinda, esperando que as irregularidades fossem corrigidas administrativamente. No entanto, o Conselho informou que não obteve resposta.

"Notificamos a Prefeitura de Olinda para resolver os problemas de forma administrativa, mas não recebemos retorno. É importante destacar que, enquanto as interdições foram impostas, as unidades continuarão funcionando, mas as equipes de enfermagem não poderão trabalhar até que todas as falhas sejam sanadas pela gestão municipal", concluiu Ana Caroline.

A situação levanta preocupações sobre a qualidade do atendimento à saúde na região e a necessidade urgente de melhorias nas condições das unidades de saúde locais.

Fonte: blogpontodevista.com