Biblioteca Temporária Exibe Arquivos de Jeffrey Epstein em Nova York
Iniciativa busca promover a transparência e homenagear as vítimas do criminoso sexual
Uma biblioteca temporária foi inaugurada em Nova York, exibindo cerca de 3,5 milhões de páginas de documentos relacionados ao caso de Jeffrey Epstein, o notório criminoso sexual que faleceu enquanto aguardava julgamento em 2019. Intitulada "Sala de leitura comemorativa Donald J. Trump e Jeffrey Epstein", a instalação apresenta 3.437 volumes com arquivos que foram oficialmente publicados por tribunais.
A iniciativa, idealizada pelo Institute for Primary Facts, uma ONG de Washington dedicada à transparência, procura trazer à luz a verdade sobre os crimes de Epstein. Uma frase em destaque na exposição reforça essa mensagem: "A verdade é difícil de negar quando está impressa e encadernada para ser consultada".
Relação com Donald Trump
A biblioteca também apresenta uma linha do tempo que ilustra a relação entre Epstein e o ex-presidente Donald Trump, ambos figuras proeminentes dos círculos sociais de elite de Nova York e da Flórida na década de 1990. Trump afirma que se afastou de Epstein bem antes de o caso ganhar notoriedade e nega ter tido conhecimento dos crimes cometidos pelo financista.
A instalação conta com um memorial que homenageia as vítimas de Epstein, adornado com velas dispostas pelo chão. Múltiplas mensagens deixadas por visitantes em uma parede refletem a indignação pública em relação ao caso e à necessidade de responsabilização, com frases como "Uma sociedade pode ser julgada pela forma como trata suas vítimas" e "Publiquem os arquivos e tirem-no de seu cargo".
Objetivo da Iniciativa
David Garrett, um dos idealizadores do projeto, comentou que o principal objetivo é educar o público sobre a corrupção nos Estados Unidos através de experiências interativas. “Acho que faz falta um protesto público genuíno”, afirmou ele, enfatizando que a iniciativa visa suscitar indignação sobre o caso.
Apesar do vasto acervo disponível, o acesso aos volumes é restrito. Apenas advogados e jornalistas têm permissão para consultar os documentos, visando proteger a identidade de algumas vítimas cujos nomes não foram censurados.
A biblioteca permanecerá aberta para visitas até o dia 21 de maio, com inscrições prévias disponíveis online. Essa ação não só busca informar, mas também provocar reflexões profundas sobre integridade e justiça na sociedade.
Fonte: www.folhape.com.br








