Estônia Investiga Fundo de Veículos de Combate para Aumentar Aquisições de Drones e Defesas Aéreas

Estônia Suspende Compra de Veículos Blindados e Investe em Drones e Defesa Aérea

Decisão reflete novas prioridades de segurança após a invasão russa à Ucrânia

O governo da Estônia decidiu interromper a aquisição planejada de novos veículos de combate de infantaria, desviando os recursos para o investimento em drones, medidas de contra-drones e sistemas de defesa aérea. A suspensão representa uma economia de 500 milhões de euros (cerca de 590 milhões de dólares) e foi anunciada pelo Ministro da Defesa, Hanno Pevkur, na última semana.

Mudanças Estratégicas

Pevkur explicou que a decisão foi influenciada pelas lições aprendidas com a invasão da Ucrânia pela Rússia. A Estônia optou por prolongar a vida útil de seus atuais veículos CV90, que são de segunda mão, em pelo menos dez anos. Essa estratégia se contrasta com as ações de Letônia e Lituânia, que já anunciaram a compra de novos veículos do tipo CV90 e Ascod, respectivamente.

Andri Maimets, porta-voz do Centro de Investimentos em Defesa da Estônia (ECDI), afirmou que a modernização das frotas existentes é mais sensata no momento. "A modernização garantirá a preservação contínua da capacidade e o uso eficiente dos recursos", disse.

Investimentos em Tecnologia e Segurança

Os veículos CV90 da Estônia estão programados para receber novas tecnologias eletrônicas, além de melhorias nos sistemas de armamento e de mira. Desde 2019, o país já adquiriu 44 CV90 usados da Holanda e 37 carcaças de veículos da BAE Systems para transformá-los em veículos de apoio.

Raimond Kaljulaid, deputado do Partido Social-Democrata, ressaltou que a decisão deve ser analisada dentro do contexto do crescente gasto militar da Estônia, que ultrapassa 5% do PIB — acima da meta da OTAN de 3,5%. Ele lembrou que, para investirem mais em tecnologias de combate de drones, os recursos precisam vir do orçamento existente e que ajustes nas prioridades de segurança são essenciais.

Acompanhamento de Perto

Kaljulaid destacou que o Comitê de Defesa Nacional acompanhará de perto essa nova abordagem para garantir que a segurança nacional seja mantida adequadamente. Além disso, a Estônia está avançando na seleção de fornecedores estrangeiros para aumentar a produção doméstica de munição de artilharia de 155 mm.

O deputado ainda enfatizou a importância de atrair indústrias de defesa internacionais para o país. "Os últimos anos trouxeram sucessos notáveis para o desenvolvimento da indústria de defesa da Estônia, especialmente em tecnologias não tripuladas. Devemos garantir que continuemos competitivos em relação a outros países da região," concluiu.

Fonte: www.defensenews.com